CRISTÃOS E JUDEUS | |
Aprendendo de História - Alemanha Pré-guerra e AgoraRachael KohnFaz mais que trinta anos desde que comecei nessa estrada, focalizando em estudos cristãos e judaicos, então ramificando com especialidade menor nos meus anos graduados em budismo. A minha idéia nos dias primitivos era entender religião em história, com um foco especial no relacionamento entre as duas fés bíblicas ocidentais, para ver se houvesse base para reparar a ponte (o GeSheR em hebraico) que tivera sido tão completamente destruída na Segunda Guerra Mundial. No meu idealismo juvenil, imaginei que os meus estudos fizessem parte duma ponte, a qual inteligência ocidental estivesse construindo para fora do soçobro e ao lado de que pessoas de boa vontade e entendimento iriam andar e falar, contando uns aos outros como as coisas aparecessem a partir da sua perspectiva. Essa ponte acenava e talvez assumia uma espécie de idealismo vislumbre, construído por gente de boa fé, tal como Alice e Roy Ecckart, o revdº James Parkes, e Jules Isaac; postumosiamente pelo teólogo luterano e ativista Dietrich Bonhoeffer e, mais recentemente, pelo educador católico, Eugene Fischer, o cabeça judaico do Conselho Internacional de Cristãos e Judeus, o rábi David Rosen, o cabeça corrente do ICCJ, pe. John Pawlikowski e, neste país, pelos cientistas e membros de muito tempo do Conselho de Cristãos e Judeus, o revdº dr. Robert Anderson, o rábi John Levi e a srª. Marianne Dacy para mencionar só uns poucos dos dedicados a esse campo de relações inter-fés. Mas de volta para o início da década dos anos de 1970, o caminho àquele ideal vislumbre de entendimento entre-fés era para baixo num caminho escuro e sinuoso. Os livros por Jacob Katz, tais como From Prejudice to Destruction [De Prejuízo à Destruição] (1980) e Exclusivness and Tolerance [Exclusividade e Tolerância] (1961) por George Mosse, The Crisis of German Idiology [[A Crise da Ideologia Alemã] (1964) e Toward the Final Solution [Em Direção à Solução Final] (1078) e pelo escritor em parte judaico em parte católico, Norman Cohen, Warrant for Genocid [Autorização para Genocídio] (1967) salientem-se dos meus primeiros anos primeiros de universidade porque detalhavam as correntes filosóficas, sociais e políticas que levaram à maior fenda entre cristãos europeus e judeus na história moderna o Holocausto. Esses eram estudos que abriam os olhos para acadêmico aspirante jovem, porque revelavam que era, não nas ruas onde o ódio nasceu, mas sim na academia, nas associações culturais e nos círculos literários, onde foi formado para uma retórica venenosa de argumentos aparentemente lógicas e cientificamente baseados. Longe de ciência ser um sinal da verdade, cada espécie de cientista clamava para suportar a causa nazista. Como era que as Igrejas, particularmente na Alemanha e na Áustria, perderam a sua autoridade para as idéias geradas na academia e nos movimentos espirituais que estavam espalhando o seu entusiasmo entre o populacho? Não era difícil, certamente, num mundo que ficava de emboscada da catástrofe da Guerra Mundial I e da dissolução de impérios, para o surgimento de movimentos pan-nacionalistas, comunismo utópico e as promessas infladas de ciência. Por comparação, a Igreja parecia uma instituição mancada, lutando para prosseguir com a maré do novo. A cultura da Europa era rapidamente mudando e, pela primeira vez, influências orientais encontravam o seu caminho para dentro de novos movimentos religiosos, combinados com idéias ocultas, esoterismo e mitologia pagã. O Movimento de Fé Alemão por Jacob Hauer era um caso em ponto. Recebeu endossamento oficial pela SS [Schutzstaffel = Escalão de Proteção, uma formação de elite dos nazistas] e foi desenvolvido para substituir a Igreja cristã. Porque voltar aquele tempo terrível agora, numa ocasião como o lançamento do magazine Gesher, a publicação anual do Conselho de Cristãos e Judeus em Victória? Porque história é um dos maiores recursos naturais, que rapidamente estamos dissipando como a água que precisamos tão desesperadamente conservar. História revela os sulcos profundos que foram engravados na nossa consciência pelas correntes que regularmente surgem através do nosso mundo. História nos conta o que é possível e o que não é impossível. E nunca estamos aparte d história cada coisa que fazemos e dizemos está gravada nos seus anais; e pelo mais simples e também o maior dos empreendimentos podemos mudar o nosso curso. Jacob Hauer era um camarada feliz. Não bastante rico para prover para sua educação mais alta, um ministro e amigo cristão dos seus parentes ofereceu pagar para essa, enviando-o à Índia como missionário. Talvez o ministro sentia que Hauer era em perigo de perder a sua fé cristã, esperando que sendo missionário na Índia o pudesse curar. Mas isso não era para ser. Na Índia, chegou a ser intoxicado com o Baghavad Gita, o livro mais popular do volumoso Mahabharata. Aprofundou o seu desdém pela Cristandade e o parente desta, o Judaísmo. Quando voltou a Alemanha, Hauer era determinado para iniciar uma nova religião, baseada na sua leitura errada do Baghavad Gita como um texto a-moral. O conselho do lorde Krishna a Arjuna encorajando-o a ir a guerra pode parecer como uma história a-moral se a leres fora do contexto da sua tradição hindu, o que é que Hauer fez. Mas também inspirava Hauer a reviver o paganismo pré-cristão do povo alemão. Um par de gerações de filosofia alemã, inclusive o Jenseits von Gut und Bose [Além do Bom e do Mal], A Genealogia da Moralidade e Also sprach Zarathustra [Assim falou Zaratustra] de Nietzsche já tinham preparado o caminho para esse choque de civilizações pagãs e cristãs no solo alemão. O que está interessante sobre o Movimento de Fé Alemão é que tais idéias de espírito poval estavam a moda na Europa, alimentada pelo novo interesse acadêmico na antropologia das culturas primitivas. Até o filósofo judaico alemão, Martin Buber, estava interessado nessa. O seu estudo de contos populares dos Hassidim [Piedosos] estava impelido pela crença de que esse contar história mais simples dos judeus pobres de aldeia era mais autêntica que o escolasticismo dos rábis nas suas academias (yeshivôt). Buber, cuja obra foi mais tarde criticada por romantismo excessivo, atendeu uns poucos encontros da associação que Jakob Hauer formara, mas quando Hauer chegou a ser crescentemente anti-judaico e pro-nazista, Buber foi embora. Isso era faz mais que 70 anos, mas quando primeiramente estudei aqueles eventos, eram somente a metade disso. Até então, pensei que o mundo do futuro certamente nunca sucumbisse outra vez a tal ingenuidade diabólica, mesmo se, garantido, o empuxo de romantismo, re-invenção religiosa e bigoteria estão sempre conosco. Mas nos poucos anos passados, especialmente desde os eventos terríveis do 11 de setembro de 2001 e de 12 de outubro de 2005 e a esteira desses, a minha esperança para um mundo mais sábio tem tudo menos desaparecido. Nada me podia ter tido preparado para uma escalação ampliada de anti-semitismo, que bizarramente culpava os judeus pela destruição do World Trade Center. A onda crescente de auto-flagelação que acusava as vítimas do terrorismo por incitá-lo, têm os carimbos duma psicose. E a aceitação da propaganda islamista de que terrorismo contra o Ocidente esteja causada primeiramente por Israel e a atitude deste referente aos palestinenses é a mais insincera de todas. Estou com pasma pelas supostamente informadas audiências nos Festivais de Escritores que espalham tinta para o desmantelar futuro do minúsculo estado judaico e ainda nunca questionam a existência a maioria dos 57 países moslins, os quais raramente concedem a cristãos (e a quaisquer outras religiões) as mais rudimentares das liberdades religiosas. Estou com perplexidade quando universidades, Igrejas, líderes cônscios sociais e advogados de direito humano implacavelmente estacam Israel para isolação e condenação e nunca interrogam as responsabilidades que as nações árabes, tais como a Turquia, Jordânia, Síria, Irã, Iraque e Egito têm para a história dos palestinenses no mundo moderno. E o quê de responsabilidade dos próprios palestinenses que estes mesmos têm pelo seu próprio papel no conflito? Porque esse silencio sobre o Grã-Mufti de Jerusalém e a sua admiração aberta duma colaboração ativa com Hitler? O comprimento do filme é revelador, inclusive em reunir dum exército bósnio para os nazistas. Mas aqueles que reivindicam estarem interessados na história dos palestinenses estão ou mudos ou justificam a ação do Mufti como resposta razoável à proposta duma solução de dois estados. Até agora, nem o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, está movido para criticar os palestinenses que perseguiram e assassinaram cristãos em Gaza, mais recentemente o pai de 32 anos de idade de três, Fami Khader Ayyad, cabeça da Sociedade Protestante da Bíblia Sagrada na Cidade de Gaza. A campanha da Hamas de limpeza religiosa e, de fato, a limpeza anti-cristã que está em andamento no Iraque, está sendo considerada como culpa de Israel e da América, respectivamente, no que possa ser um racionar mais covardemente e enrolado que está essencialmente indisposto a nomear os perpetradores. Na maior parte, estou choqueada pela paralela misteriosa do decênio dos anos de 1930 e o presente. Como é que a erradicação do povo judaico inteiro da Europa era a amplamente aceitada solução final no século 20 (16 países europeus despacharam os seus judeus aos campos de extermínio), e agora, no século 21, é a eliminação de Israel que está identificada como a solução final ao problema de jihad global? Mas o problema que encaramos não é justamente localizado longe da Austrália na hemisfera norte. Está também aqui e em campos universitários do Ocidente. Quando leio de grupos de estudantes na Austrália que se opõem a democracia, insistindo em que moslins devam resistir à integração, estou longe de otimista. Recentemente, Ali Kassae, o anterior sogro do xeque Omran de Vitória, foi reportado dizendo que estava entre um grupo que estava ensinado para odiar por sendo-lhe apresentados vídeos de propaganda violentos, os que te declaram: Deves odiá-los como eles odeiam a ti. Invade-os como eles te invadem, combate-os como eles te combatem. A qualquer um que morrer será concedida a graça de Deus e o paraíso. Judeus não têm lugar na Palestina, judeus não devem estar ali. Judeus devem morrer. Devemos proclamar jihad até todos eles morrem, até que cada um deles esteja morto. A jornalista ABC, Sally Neighbour foi guia nesse campo, como ela levou ao público australiano reportagens das células juhad no nosso meio, e os materiais que eles usam para promover o seu alvo. Mas mesma ela tem de se defender da acusação de que meramente por reportar essa marca de queimadura leve local, ela estaria incitando ódio para moslins. Quando leio a propaganda do movimento internacional, Hizb-ut Tahir por exemplo que promove, entre estudantes universitários e no seu site web, a necessidade por um califado de âmbito mundial, estou profundamente disturbada para descobrir na imprensa que os seus líderes na Austrália pregam sobre jihad, não como uma luta espiritual internacional, mas sim como guerra com os infiéis. Hizb-ut-Tahir e outras formas de Islame extremista, como Whabismo e Al Muhajiron, realmente pesadamente em recrutas universitários, e quando em 2005 a reportagem britânica When Students Turn to Terror [Quando Estudantes se Voltam a Terror] por Anthony Glees e Chris Pope, documentava a presença de grupos islamistas extremistas em mais que 20 campos, vice-chanceleres recusaram tomar ação. A academia está onde, ironicamente, as sementes da própria morte estão sendo semeadas e florescem. Justamente como o fizeram na Europa na década dos 1930.
Assim venho para cá nesta noite com preocupação profunda sobre o futuro para as relações cristãs judaicas, e ainda mais para as relações cristãs-judaicas e moslêmicas. Quando chegou à Austrália faz 20 anos, focalizei na imprensa da Igreja na década de 1930 até o fim da Guerra Mundial II, para ver se as pessoas estivessem ou cuidassem o bastante para expressar as suas preocupações sobre o que estava ocorrendo nas Europa. Se alguém 50 anos no futuro, olhar para trás nas reportagens do Conselho de Cristãos e Judeus para ver se alguém estava respondendo à maré surginte desses grupos extremistas, então não quero ser contada entre as pessoas que se calaram. E ainda, quando leio pela última edição de Gesher, não vejo outra imagem: De alguém que conta histórias tentando transmitir alguns valores de cerne a pessoas jovens que cortam transversalmente por todas as tradições religiosas; de adultos que se converteram a outras fés encontrando sentido e satisfação dentro das comunidades novamente escolhidas; de projetos inter-fés que juntaram mulheres de comunidades judaicas, cristãs e moslins num espírito de compartilhar e amizade. Em particular, noto que o envolvimento crescente de escolas e as ofertas do CCJ de escolaridades a estudantes inteligentes jovens, dos quais tivemos o prazer de ouvi-los esta noite. Esses e outros esforços na Austrália desprendem vislumbres de esperança numa sociedade onde comunidades étnicas estão sendo freqüentemente demais contentas para perpetuar a sua isolação física e introversão religiosa sob a bandeira política de multi-culturalismo. É problema em alguma medida para todas as comunidades religiosas, mas mais assim entre judeus ultra-ortodoxos, tradicionalistas moslins e algumas das denominações cristãs mais sectárias (inclusive, alguns poderiam dizer, os anglicanos de Sidney!). Contanto que recusarmos reconhecer como o isolacionismo de comunidade impacta adversamente na sociedade, presidiremos sobre uma sociedade de fantasma, uma sociedade que morre lentamente da sua consciência pública. É uma receita para falha cívica e implosão social, que já chegou a ser epidêmica no Reino Unido. As casualidades são mais que individuais, pois incluem a todos nós, porque o senso da causa comum e de nacionalidade deve ser verdadeiramente internalizado antes que possa chegar a ser real. Tive sempre alvejado a contrariar esse isolacionismo e ignorância um gera o outro pelos meus programas The Ark and the Spirit of Things [O Arco e o Espírito das Coisas]. Sei que ouvintes estão profundamente movidos pelos bons e sábios entre nós, não importa a afiliação religiosa desses. Esta semana, por exemplo, as pessoas ouviram de capelães que se especializam em situações de crise, calamidades e desastres naturais; pessoas que chegam a ajudar outras pessoas que estão superadas com perda, injúria e morte. Sei que o ministério de emergência do revdº dr. Stephen Robinson da Uniting Church toca até a medula de todos nós, não importa a qual a sua afiliação denominacional. E ainda, sei também que é a sua fé que o encoraja a agir para o bem da humanidade. Semelhantemente, é a fé católica da irmã Joan Chittister e da irmã Helen Prejean que as impele a uma visão universalista de justiça que apela a homens e mulheres de todas as fés. Sei por que todos eles escrevem e fonam para me contar isso. A beleza comparável de altruísmo não pode ser posta em palavras, mas os seus efeitos duram um tempo de vida. Isso é como pessoas reagiram ao dom de palavras sábias do rábi chefe do Reino Unido, Jonathan Sacks, que era hóspede no meu programa e escreve sua Credo column [Coluna de Credo] no Sunday Times. Estive tocada por um imã britânico que esteve no meu programa no ano passado, que disse que é o livro de Jonathan Sacks, Dignity of Difference [Dignidade de Diferença] que a sua bíblia favorita de diálogo inter-fés. Semelhantemente, sei que a poesia de Jalaluddin Rumi, o poeta sufi persa do século 13, penetra nos corações de pessoas hoje, por seus versos universalistas, bonitos e libertadores. Como este é o ano UNESCO de Rumi, finalizarei com duas das suas duplas que falam a mim e espero que a vós também:
Texto inglês: Learning from History – Pre-war Germany and Now |