CRISTÃOS E JUDEUS | |
Aonde vais. Benedito?Hubert FrankemölleDisputas acompanham a história da fé judaica e cristã desde o começo. A relação de Jesus aos grupos judaicos diversos não pode ser concebida senão como história de conflito. Também as discussões decisivas nas comunidades cristãs primitivas e dos teólogos líderes destas, aconteceram na presença de todos (Gl 2,14). Dos dirigentes das comunidades e teólogos profissionais exige-se no Novo Testamento que não desprezam a voz da consciência (cf. 1Tm 1,19). A sua tarefa é: Permanece com aquilo que aprendeste e do que te convenceste, pois conheces desde infância as Escrituras Sagradas (2Tm 2,14s.). Devem defender a sua convicção, seja que se quiser ouvir isso ou que não, respectivamente oportuna ou importunamente (2Tm 4,2).
A teseEm comparação ao pontificado de 27 anos de João Paulo II (outubro de 1978 até abril de 2005) os dois anos de pontificado do seu sucessor, o papa Benedito XVI, até agora aparecem somente um hálito da história. Mas isso não é assim mesmo. Intra-catolicamente (e com isso também ecumenicamente) mudou-se estruturalmente já mais que aconteceu nos três decênios antes. Dois papasKarol Wojtyla era como sacerdote de comunidade, docente para teologia moral e, a seguir, como bispo e papa primariamente orientado pastoral-praticamente. Joseph Ratzinger no entanto, é desde o começo um professor primário de teologia sistemática. Essa é uma predileção que ele tanto como prefeito da Congregação romana de Fé (prova é o volume da reunião editado por ele com o título Schriftauslegung im Widerstand [Interpretação de Escritura no Desacordo] de 1989) como, depois da sua eleição para papa como professor honorário em Regensburg [Ratisbona], cultiva com sangue de coração. Celebre chegou a ser a sua preleção em 12 de setembro de 2006 em Regensburg [Ratisbona, Alemanha] sobre a relação de fé e razão com a citação inteligente, mas não ecumenicamente prudente, do fim do século 14 à divulgação do Islame pela espada. Os críticos reagiram correspondentemente os quais, porém, tematizaram somente a relação Christandade-Islame. Como a sua fala, para assim dizer no areópago hodierno (cf At 17,22) da mídia em toda a publicidade, a resposta não deve acontecer num artigo científico despercebido para o público, mas sim também publicamente para círculos mais amplos de leitores. Menos eficaz para o público que o discurso de Regensburg, mas com intenção igual, é o prefácio ao seu livro mais recente, espiritual, pessoal Jesus de Nazaré, do batismo de Jesus até a transfiguração (abril de 2007), escrito, publicado por Benedito XVI Joseph Ratzinger. Segundo prefácio, é somente expressão do meu buscar pessoal. Cada um, portanto, está livre para me contradizer. Peço às leitoras e leitores somente por aquele adiantamento de simpatia sem a qual não há entendimento. Um estilo novo de fazer andar teologia ou somente um topo já conhecido de escritos antigos de modéstia para catar a benevolência? De fato, o livro alça, como as suas traduções simultâneas, para todas as línguas mundiais mostra, mas também o seu estilo de linguagem, uma reivindicação global universal = católico do autor papal, o qual se entende como cientista privado. No que segue, não se trata de contradição a qualquer preço, mas sim duma tentativa (outros possam tudo ler e interpretar diferente) dum colóquio entre colegas. Sei que isso é ilusão. Tento conduzi-lo a partir da perspectiva naturalmente subjetiva dum neotestamentólogo católico, para entender e fazer entender o sem qualquer dúvida grande teólogo Joseph Ratzinger como professor da teologia sistemática, à qual ficou fiel também como papa.. Nisso se mostra, quando interpretar os seus textos e as suas ações adequadamente, que esses me parecem afinados, pondo em aberto um modelo básico estruturamente idêntico. Aponta, por toda a estreiteza de dois anos, a uma integração de teologia mais antiga de séculos, ou mais exatamente: a uma fixação da fé hodierna e futura da Igreja latino-romano-católica ao casamento da sua história de dogmas nos séculos 4 a 7 gregamente orientada. O teólogo Ratzinger é para eles, desde a sua dissertação no ano de 1953 sobre povo e casa de Deus na doutrina de Agostinho da Igreja, um dos melhores conhecedores. Os seus esforços reforçados por um relacionamento melhor às Igrejas ortodoxas (a custo da relação às Igrejas da Reformação) baseiam-se provavelmente nisso. Enquanto isso, o papa Benedito XVI com essa remessa a história de dogmas da segunda metade do primeiro milênio compreendendo e estendendo em dois anos mudou as estruturas básicas da fé mais que João Paulo II no seu pontificado inteiro. Certamente, compete a este o mérito permanente de ter decisivamente alinhado de novo e fundamentado, com o acolhimento de impulsos de teológica bíblica, a relação da Igreja Romano-Católica ao Judaísmo depois da Shoáh. Isso também está sendo reconhecido com gratidão pelo lado judaico, não só na declaração americana dos Estados Unidos Dabru emet do setembro de 2002. Para João Paulo II, tratava-se de pôr em dia os problemas teológicos, antes dos quais cristãos e Igrejas cristãs estão postos até hoje por causa do esquecimento de Israel durante longos séculos e destruição de quase todo o Judaísmo europeu. Nessa base chegou-se, como em numerosas Igrejas evangélicas, a um relacionamento novo confiado de judeus e cristãos com reconhecimento da dignidade teológica própria e identidade da fé tanto judaica quanto cristã: Pois: A diferença fundamental no consentimento dos católicos à pessoa e à doutrina de Jesus de Nazaré, que é filho do vosso povo, pertence à área da fé, isso quer dizer do consenso livre da razão e do coração, que estão sendo guiados pelo Espírito. assim em abril de 1986 na primeira visita dum papa na sinagoga principal em Roma. Formular teologia na face do outro se poderia chamar o princípio hermenêutico de João Paulo II. Em comparação com isso, uma mudança de paradigma se deixa perceber no papa Benedito XVI. Em que esse consiste? O princípio básico de Ratzinger no discurso de RegensburgA nova teologia dos textos do Concílio Vaticano Segundo (1962-65), muitas vezes domesticada por compromissos, tem uma pré-história longa: Para apontar está à abertura de pensar histórico no século 19 (assim um título de livro por Peter Hünermann de 1967) na escola católica de Tübingen, Alemanha: Significante para a história de conceito e fé era a distinção entre teologia sistemática e histórica com a ênfase da historicidade da revelação ou vice versa: com uma desistência dum relacionamento a-histórico da teologia à história. Todos os professores que conheço da teologia católica, desde o contexto do Concílio Vaticano Segundo cobrem nas suas publicações cum grano salis [com grão de sal] esse começo histórico-teológico, em parte ampliado pelo aspecto de sociedade(s) e experiência(s); assim nas concepções da teologia política na Europa ou da teologia de libertação na América Central e Sul. Forma exceção o professor de história dogmática Leo Scheffczyk de Munique que foi em 2001, no pacote duplo diplomático, nomeado cardeal, cujas preleções neo-escolasticamente fundadas freqüentei consciente em 1962/63 em Tübingen, a fim de conhecer essa partida de pensar. Representante desse começo era, porém, também Joseph Ratzinger (cf. p.ex. os seus livros Doutrina Teológica de Princípios e Escatologia), desde 1963 diretor do seminário para dogmática e história dogmática em Münster, nas muito freqüentadas preleções ouvi, como estudante no estudo principal, voluntariamente teologia sistemática pela terceira vez. Muito lida e discutida nesses anos era entre nós estudantes a sua preleção para ouvintes de todas as faculdades Introdução na Cristandade. Preleções sobre o Credo Apostólico (1ª edição 1968, até hoje muitas vezes reimpresso sem quaisquer mudanças, como muitas vezes está sendo suposto por círculos conservativos, p.ex. em vista a suas exposições incômodas ao parto virginal). Exatamente em vista a suas teses controvertidas à relação de razão e fé no discurso de Regensburg do 12.9.2006, valeria a pena uma comparação sinótica com o primeiro capítulo a Fé no mundo de hoje; numa recensão, essas exposições foram louvadas como o melhor que foi jamais escrito sobre isso. Por todos os anos me ficou na memória também a metáfora gravável em vista à necessidade duma linguagem teológica de que a teologia, em quase dois mil anos, ainda não sucedeu em livrar a sua linguagem de conceitos das cascas de ovo da sua origem helenistas. A contra-tese no discurso de Regensburg diz que se chegou a uma síntese de coisas gregas e cristãs. Fosse isso somente um pronunciamento sobre uma época determinada da história cristã de fé e uma convicção duma lingustificação e reflexão especialmente sucedidas da fé, na qual todos os outros modelos tivessem de participar, poder-se-ia deixar a tese em si mesma. Mas está sendo formulado mais fundamentalmente, quando está sendo afirmado que a herança criticamente apurada pertence essencialmente à fé cristã, à sua essência interna. Quão radical essencialmente está sendo entendido e essa tese é o princípio hermenêutico da contemplação da história inteira de fé (até parece ser próprio da teologia inteira do papa Benedito XVI), mostram as suas deduções concretizadoras, segundo as quais se possam constatar três ondas do programa deshelenizador como movimentos de apostasia: a Reforma no século 16, o Iluminismo e a teologia liberal nos séculos 19 e 20 e a reflexão dos neotestamentólogos à mensagem do Jesus histórico, que circula neste tempo. O desenvolvimento afirmado por Benedito XVI nos dois primeiros exemplos, o presidente do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha, o bispo dr. Wolfgang Huber, caracterizou com toda a clareza que vale ser lida como história irresistível de fatalidade, refutando-a muito convencivelmente. No terceiro exemplo seja entrado na margem do novo livro sobre Jesus. O que quer dizer a decisão de que a herança grega criticamente limpada pertence essencialmente à fé cristã? Isso está, não somente para ser interpretado como sucedida primeira inculturação do cristiano (isso está sendo recusado veementemente), mas sim para fazer critério de toda a teologia? Naturalmente, isso tem vantagens que estão pré-datadas no sistema metafísico-platônico. A palavra de Sócrates a Faidon no fim das suas longas conversas sobre opiniões filosóficas erradas é aclaradora: Bem poder-se-ia entender que, quando alguém por desgosto sobre tanto errado odiasse e difamasse o seu falar ulterior sobre o ser. Mas deste jeito, perderia a verdade do ser, sofrendo um dano grande. Essa aplicação diretamente juntada soa pouco surpreendente: O Oeste está desde muito tempo ameaçado por essa aversão contra as questões fundamentais da sua razão não podendo, com isso, senão padecer um dano grande. Cura haverá única e somente na re-ligação à filosofia grega e na teologia helenista dos Padres de Igreja helenistas. Naturalmente, a filosofia grega nas suas escolas diversas (platonismo, aristotelismo, estoicismo) é fascinante na sua coesão. Isso também vale para a palavra teologia, a que não está testemunhada na Bíblia, mas se origina do grego, o que exprime, não somente a palavra, mas ainda mais a coisa que expressa. Pois, assim Werner Jäger, um dos filólogos de línguas antigas no século 20: O que poderia ser mais grego que a ousadia de se atreva, com a força do logos, pesquisar também o mais alto e mais difícil dos problemas, o Ser de Deus. É simples fazer esse começo de pensar norma normans non normata, espada afiada com a qual se estigmatiza todos os demais modelos de pensar como deficitários. Nisso não só desconhecia-se os limites imanentes desse pensar (no sentido da teoria de sistemas de Niklas Luhmann) platônico-metafísico sistêmico funcionando em si comutativamente. Nele espera, não sô o perigo de esotérica, mas também o da gnose. Contra isso vale enfatizar: Linguisticamente há jogos vários de língua que não se excluem um ao outro, mas sim se completam. Como sabido, a partir dos meados do 4º século antes de Cristo, os tradutores das Sagradas Escrituras de Israel, as quais foram mais tarde coletadas na assim chamada Septuaginta [Setenta], já tiveram cada vez mais fortemente aproveitado o instrumentário lingüista disponível em grego, para manter a fé viva e re-realizável. Isso vale também para os autores das escritas sagradas judaicas mais recentes escritas em grego (como p.ex. Eclesiástico e Sabedoria, 1 e 2 Macabeus), exclusivamente então para filósofos e teólogos como Filon de Alexandria. Esse também era o princípio de anúncio do Paulo como judeu cristão (1Cor 9,20-22): Com hebreus falou aramaico (At 22,2), e grego com gregos nas suas viagens de missão na Ásia Menor e Grécia. Perante o nascimento literário duplo da convicção de fé judaica, como também eu a tento elaborar (ultimamente: Judaísmo primitivo e cristianismo, 2006) seria uma atribuição (inconveniente) ver a tradição hebraica-aramaica e as atualizações desta pelos rabinos posteriores como deficitárias. Isto também a Igreja Católica nos últimos decênios nunca afirmou. Assim diz p.ex. na declaração da Comissão Bíblica Papal O povo judaico e sua Santa Escritura na Bíblia Cristã (2001): Nós cristãos podemos e devemos admitir que a leitura judaica da Bíblia representa um modo de ler possível, o qual resulta organicamente da Sagrada Escritura judaica do tempo do Segundo Templo, em analogia ao modo de ler cristão, que se desenvolveu paralelamente. Cada uma desses dois modos de ler fica fiel à vista respectiva de fé, cujo fruto e expressão ele é. Assim, a uma não é redutível à outra. Cada modo de ler está sendo, no contexto da respectiva comunidade de fé, no seu valor teológico. Isso também deveria valer intra-catolicamente. A pretensa, afirmada no seu discurso de Regensburg, mensagem simples do Novo Testamento (em o quê essa deveria consistir?) jogar contra a dogmática helenista dos Padres Eclesiais põe, aliás, nessa abreviação, de cabeça para baixo o pronunciamento do Concílio Vaticano Segundo à Escritura como fundamento permanente e alma da teologia (Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina 24). Enquanto os autores dos escritos do Novo Testamento e da Igreja primitiva eram judeus cristãos, continuavam entender-se como membros da grande família judaica. A questão de quando quem de quem em que sentido se separou está, com isso, pergunta aberta. Questão nenhuma é que judeus e cristãos, apesar do todos os processos de diferenciação e separação, observavam mais vigorosamente os fundamentos de fé comuns para a sua própria identidade. O livro sobre Jesus como exemploEstá para estranhar que, nessa perspectiva guia helenista, hermenêutica dos Padres Eclesiais, também o novo livro sobre Jesus do papa está escrita nessa perspectiva? Isso não estaria para ser criticado, se o papa, com a sua partida exclusiva, não despachasse como já no seu discurso de 1988 (cf. Bíblia e Igreja 45, 1990, 200-204) como teologicamente insignificantes, até como nocivos mesmo (interpretação da Bíblia pode de fato chegar a ser um instrumento do anti-cristo) - os esforços dos neotestamentólogos que trabalham histórico-criticamente para levantar os degraus de tradição historicamente pré-dados e concepções cristológicos e o anúncio teológico de Jesus de Nazaré. Não lhe interessam os anúncios teológicos de Marco, Mateus e Lucas às suas cada vez distinguíveis comunidades. Quer, segundo prefácio, antes apresentar uma vez o Jesus dos evangelhos como o Jesus real, como o Jesus histórico no sentido próprio. Seja o que for que isso significa: Guiando está a cristologia joanéica de logos e elevação na luz dos concílios de Nicéia e Calcedônia. Isso exige que, contrariamente às conduções dos leitores dos primeiros três evangelhos e do entendimento dos teólogos bíblicos, o agir de Jesus, seus curas e exorcismos são elemento subordinado. Aliás, esse começo de que confio nos evangelhos como exposição da figura de Jesus não está tão novo como o autor afirma. O colegas evangélicos antigos de Ratzinger do Novo Testamento em Tübingen (Martin Hengst, Peter Stuhlmacher, Otto Betz e os alunos destes) representaram enfaticamente durante anos a confiabilidade das tradições evangeliares para o auto-entendimento de Jesus, também contra a minha crítica. Nisso Ratzinger, no seu começo nos pronunciamentos de fé do Concílio de Nicéia d 325 à igualdade de essência de pessoa humana verdadeira e Deus verdadeiro, não se mete; a perspectiva hermenêutica, porém, é análoga. Numa biografia do Jesus histórico, porém, se põe a pergunta de se no livro sobre Jesus, na base da exclusão do agir teologicamente relevante de Jesus, está sendo apresentado a verdadeira pessoa humana Jesus medido nos quatro evangelhos e no dogma de Nicéia adequadamente. Outra vez: metodológica e hermeneuticamente, como os teólogos classicamente rabínicos e como os Padres da Igreja, ler a Escritura como unidade, espiritual-querigmática, espiritual e alegórica pode se ser legítima. Mas isso supõe a Escritura como coleção canônica, concretamente o 4º século. Com isso não se precisa remeter, como Ratzinger, modernamente à exegese canônica que vem dos EUA, que parte a unidade da Escritura inteira, AT e NT. Se os representantes do canonical approach, respectivamente da leitura canônica da Bíblia se reencontram neste modo de ler espiritual, alegórico-tipologico do papa, seja assunto deles. No modo de ler canônico do papa está já no Antigo Testamento (1Rs 12,31; 13,33 em relação a Mc 3,14) o oficio sacerdotal católico pré-figurado ou Dt 18 fala de Jesus, orque Jesus mesmo é Deus o Filho. Além disso, com o começo canônico, não está sendo a intenção própria do Concílio Vaticano Segundo à interpretação de Escritura: Na Constituição Dogmática sobre a revelação divina, os interpretadores nos artigos 11-12 estão sendo obrigados à elevação da verdade dos autores diferentes em gêneros literários muito diferentes, aos quais a Igreja Católica depois dores de parto penosos lutara para conseguir no mais tarde com a declaração sobre a verdade histórica dos Evangelhos de 1964 contra a até então interpretação a-histórica, alegórico-tipológica. Este é o escopo teológico da Constituição de Revelação. Só no fim do artigo 12, os interpretadores estão sendo lembrados que se considere com não pouco cuidado o conteúdo inteiro da Escritura. Como está a relação entre ambos um a outro dos pronunciamentos ficou em aberto; o próprio papa desata esse nó górdio do seu modo. De resto, os interpretadores católicos da Bíblia, na explicação cuidadosa da Comissão Bíblica Papal. As interpretações da Bíblia na Igreja de 1955, estão sendo intimados a alçarem - com todos os métodos e modos de ler à disposição (também dos feministas, da teologia de libertação e dos da psicologia de profundidade) a verdade dos Evangelhos. Aproveitar-se de rivalidade de um contra o outro e o pôr absoluto é sinal duma interpretação fundamentalista, a qual está sendo deduzida como a unívoca única. É a reivindicação excluidor de outros modos de ler do novo livro sobre Jesus do papa o qual, com razão, devia provocar reações críticas. (Nisso, a FAZ {Frankfurter Allgemeine Zeitung}, no acolherar em 7/5/2007, não podia deixar difamar K. H. Ohlig como crítico radical; embora, como cientista de religião, não referisse nenhuma coisa outra que as posições de princípio dos teólogos da Bíblia católicos de hoje e da hermenêutica do Concílio Vaticano Segundo.) Outros exemplosO novo livro sobre Jesus de Benedito XVI Joseph Ratzinger pode passar por exemplo principal no conteúdo, todavia, se trata do fundador da Cristandade e das interpretações neotestamentárias e pós-neotestamentárias deste para a constante predileção exclusiva hermenêutica do autor pela teologia dos Padres Eclesiais dos séculos 4 a 7. Porém, não se restringe a essa, mas me parece como sinal da sua teologia inteira e do seu curto pontificado. Outros exemplos sejam mencionados como apontamentos sem podê-los motivar entrando em pormenores. Penso que falam por si mesmos.
Aonde vais, Benedito?A frase latim quo vadis, domine? [aonde vais, senhor?] origina-se dos atos de Pedro apócrifos com o martírio de Pedro (provavelmente do século 3-4). Pedro se quer subtrair disso pela sua fuga de Roma e teria ali onde na Via Appia está a igreja Quo vadis? (como uma pretensa marca de pé de Jesus) encontrado Cristo, que lhe respondeu à sua pergunta: Venio Romam iterum crucifixi [Venho à Roma para ser outra vez crucificado]. Por motivo desse encontro, que era dador de motivo para numerosas imagens, romances e filmes, Pedro volta a Roma e foi crucificado. Isso não é para ser desejado ao papa atual. Mas sim uma reflexão profunda ao anúncio em ato e palavra do Jesus testemunhado pelos Evangelhos. A Escritura permanece com o Concílio Vaticano Segundo a fonte única da revelação: o que segue é interpretação. Se bem que vir no seu novo livro sobre Jesus, segundo o prefácio a ver somente expressão do meu buscar pessoal, como perito para a teologia de Padres da Igreja (disso cada um está livre), fica uma quadratura do círculo (a partir da sua conferência de Nova Iorque no ano de 1988 até ao discurso de Regensburg em 2006 e seu livro sobre Jesus de 2007): Quer o professor de teologia Joseph Ratzinger, ao quem acha que não possa renunciar, ligar com o seu serviço como papa na tradição e na unidade da Igreja. A sua maior força nessa aparece como a maior fraqueza nessa função. Caso não voltar, como Pedro, no seu caminho, será para temer uma reforça cada vez mais intensiva do integralismo e exclusivismo romanos. Aonde vais, Benedito, respectivamente aonde conduzes a Igreja romano-católica? Outra vez: Naturalmente, também em mim cada um está livre de me contradizer. Caso o meu modo de ler for certo, há, porém, motivo para preocupação grande. Texto alemão: Compass-Infodienst.de Quo
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