CRISTÃOS E JUDEUS | |
Um Deus da História?Tobias Daniel Wabbel'Está escrito!' Adagio árabe 'Nada está escrito!' Lawrence de Arábia 1.A questão central do livro é como um Deus onipotente e amante podia permitir o Holocausto. Aproximo-nos a uma resposta a essa pergunta, olhando para além do Teilerrand teológico-filosófico, incluindo fatos históricos, mas também da ciência natural na consideração. Comecemos com a informação da ciência da natureza de que o universo, segundo as medições mais atuais astrofísicas, surgiu duma situação de 13,7 bilhões de anos de densidade infinita de calor e ordem infinita. Presume-se que isso aconteceu pelo estalo original. Dois argumentos que parecem irrefutáveis para o estalo original são a expansão do universo e a radiação de fundo na área de micro-ondas de 2,7 Kelvin. O universo do mundo, desde a sua origem, se expanda cada vez mais rápido, a temperatura baixa, a desordem, a assim chamada entropia, aumenta. O universo, no qual vivemos, nos impõe, pala expansão crescente e o esfriamento cósmico, a fleche temporal cosmológica de passado, presente e futuro. A conseqüência imutável disso são inconstância e morte - as constantes mais monstruosas do universo. Nós pessoas humanas balançamos em cada segundo da nossa existência na crista aguda do presente, uma crista que continuamente decorre entre os abismos de passado e futuro. O passado está agora para nós não real, é um mundo abstrato, o qual somente 'existe' pela lembrança e fontes históricas. O passado volta - pelo menos não sem esforços enormes físicos - não mais, estando portanto concluído: seis milhões de judeus assassinados não chegam a serem outra vez vivos. O futuro está difuso, as suas possibilidades possam ser ilimitadamente numerosas. Certeza achamos ter somente naquilo que não sempre vivemos na nossa vida de agora. O futuro é especulativo, o fato de que os feitos do presente influenciam acontecimentos futuros ou determinam está sendo freqüentemente reprimido, e assim as catástrofes da humanidade como o Holocausto tomam o seu curso. A incerteza do futuro nos leva a perguntar se estamos livres nas nossas ações, se um deus todopoderoso dirige o destino do indivíduo como o do universo. É então Deus, se existir, um dominador onipotente sobre a história, como o Islame, o Cristianismo e o Judaísmo o apresentam para crer? 2.O acontecimento mais importante da tradição bíblica encontramos descrito no 2º livro de Moisés, o livro de Êxodo. Moisés teve, depois da sua fuga de Egito onde matara um dos capatazes que vigiavam o seu povo escravizado, um encontro pesado de conseqüências no Sinai. Vê-se solicitado pelo Deus dos seus pais. Ele, Moisés, deve livrar o seu povo da servidão e também chega a saber o nome do Deus, YHVH, o que na tradução do hebraico significa tanto quanto 'Eu sou aquele que sou' ou também 'Eu sou aquele que serei'. Outras interpretações vão ao que YHVH não significa mais nada do que: 'Eu estarei!'6 Deus aparece no planeta terra no fogo duma sarça, embora seja que haja no universo possibilidades infinitamente muitas de manifestações majestosas. Deus entrega a Moisés, depois da liberação do povo, no monte de Sinai, os Dez Mandamentos: Não devas ter outros deuses ao lado de Mim, não te devas fazer imagem de deus, deves não abusar o nome do Senhor, teu Deus, nas devas assassinar, não quebrar o matrimônio, não furtar. 7 Mas Deus procede mais adiante. Deus conclui com Moisés uma aliança: 'Se obedecerdes agora à Minha voz e mantiverdes a Minha aliança, devereis ser a Minha propriedade perante de todos os povos; pois toda a terra é Minha. E Me devereis ser um reinado de sacerdotes e um povo santo. Essas são palavras que deves falar aos israelitas.'8 A partir desse momento de tempo, parece o destino dramático do povo judaico selado. É um povo escolhido. São fenômenos de natureza impressionantes nos quais a Bíblia apresenta a aparição de Deus perante o seu povo - acontecimentos sobrenaturais, mais que setenta são em número. O metafísico irrompe com o poder sobre o Médio Oriente. Agora, porém, impõe-se a pergunta seguinte: Quando Deus sempre mais uma vez apareceu ao povo de Israel, porque não mais aparece em sarças ardentes e colunas de fogo, encontra num mar que, iludindo a toas as leis da natureza, se fende e deixa passar o povo perseguido, em curas milagrosas dum homem de quem se diz que possa andar sobre a água e ressuscitar mortos? Onde o divino sobrenatural se encontra no mundo do presente e do passado mais recente num universo que está sendo pesquisado e explicado por cientistas da natureza até no ângulo mais longínquo? Formulado mais crassamente: Onde estava Deus quando em Auschwitz e outros campos de extermínio o povo da Sua aliança foi assassinado nas câmaras de gás? Porque o milagre de Deus deixou de vir? 3.Albert Einstein não acredita no acaso. O grande físico crê na previdência. 'Na liberdade da pessoa humana no sentido filosófico não creio de modo nenhum'. Einstein escreveu em Meu Imagem do Mundo e a seu amigo , o físico de quantos, Max Born, confessou que fosse um deteminista convencido. A vontade da pessoa humana não seria livre, mas sim estaria sujeita às leis divinas do universo. Einstein se mantinha firme até a sua morte no determinismo: 'Tudo está predeterminado. Começo como fim, por forças sobre os quais não temos poder. É predeterminado para inseto não diferentemente que para estrela. Os seres humanos, plantas ou a poeira, todos nós dançamos segundo uma melodia misteriosa, a qual um tocador invisível nas distâncias do universo entoa.'9 A concepção de Einstein, também os reconhecimentos revolucionários, entre outros, dos físicos Werner Heisenberg, Erwin Schrödinger e Nils Bohr não a podiam mudar, os quais, com a formulação duma teoria à mecânica de quantos, então das menores partes do universo, revolucionaram a imagem do mundo da física de modo semelhantemente dramático como o próprio Einstein com a sua teoria especial e geral de relatividade. A assim chamada teoria de defocação de Heisenberg diz que está impossível para um observador medir ao mesmo tempo a posição exata e o impulso duma partícula. Heisenberg deduzia dos seus cálculos que nenhum estado quântico-fisical pudesse ser predito - sendo portanto nenhum acontecimento no futuro certo ou determinado. Einstein não quis crer isso. Ele sempre tinha certa religiosidade, a qual incluía um Deus prevendo na sua imagem física do mundo. Estava tão desiludido sobre os reconhecimentos mais novos da mecânica dos quantos que comunicou a Max Born em 1926 numa carta que não creria que 'o Velho' jogasse os dados. Einstein deve ter passado propositalmente pelo paradoxo seguinte - chamemo-lo o paradoxo de Hitler: Se cada acontecimento nesta história do universo estiver predestinado e não ocasional, a vontade da pessoa humana não estaria livre, como Einstein cria. Daí, a história do universo desde o seu começo faz 13,7 bilhões de anos até o dia de hoje estaria, até o menor acontecimento predestinado e fixado. O que parecesse acontecimento acidental, estaria destino de Deus - independentemente do seu ser horrível. No 'momento temporal' do estouro original, Deus já deveria então ter planejado o nascimento dum certo Adolf Hitler, o qual mais tarde fosse afirmar de si que estivesse sido escolhido pelo 'todopoderoso' pessoalmente a destruir exatamente o povo judaico. Aquele povo com que Deus mais que 13 bilhões de anos, no 2º livro de Moisés iria concluir a Sua aliança. Um Deus amante poder ter predestinado para o Seu povo escolhido um destino tal cruel, inevitável? Também Adolf Hitler cria na Providência. Na sua célula de penitenciaria de Landsberg ditou ao seu secretário e posterior lugar-tenente Rudolf Hess: 'Assim creio hoje agir no sentido do criador todopoderoso: Defendendo-me do judeu, luto pela obra do Senhor.'10 Essa loucura aparece em julho de 1925 no seu livro 'Mein Kampf - Eine Abrechnung' [Minha Luta - Um Apuramento de Contas] na editora Eher da NSDAP [Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei = Partido Nacional-Socialista de Trabalhadores Alemães]. A publicação chega a ser possível pelo apoio financeiro generoso de membros ricos do partido. Até ao ano de 1933, quando Hitler está sendo eleito chanceler do império, mais que 278.000 exemplares do livro estão sendo vendidos. No ano de 1943 está notado no impresso do livro o número de 10.240.000 exemplares. Mas parece que só poucos alemães leram o livro. Se mesmo, uma grande parte da população alemã não levara a sério os planos de Hitler até o 9 de novembro de 1938, da noite do pogrom do império.[Reichspogromnacht]. Einstein, em todo o caso, resolve não hesitar mais nenhum momento. Vira o jogo mortífero de Hitler. Einstein entrega o seu passaporte alemão e se demite de todos os ofícios da academia prussiana de ciências. Em dezembro de 1932 embarca em Antuérpia um navio a Los Angeles, para iniciar uma viagem de discursos, e nunca pões mais um pé em solo alemão. Não posso entender mais a passividade com que o mundo civilizado inteiro reage a essa barbaridade moderna. O mundo não vê que Hitler tem como fim a guerra?', Einstein disse em outubro de 1933.11 Ninguém na Alemanha precisa ser na Alemanha nesse momento de tempo tão genial como Albert Einstein para perceber que Adolf Hitler, como o anunciara no seu livro 'Mein Kampf', pensa exterminar os judeus nesse planeta. Hitler quer com isso, não só destruir o povo alemão, quer até incinerar o Deus hebraico. 4.E aquilo que Hitler ache que é o 'todopoderoso', parece ser-lhe amigo. Pois a tomada de poder sucede surpreendente sem atritos: O general Paul von Hindenburg nomeia Hitler em 30 de janeiro de 1933 chanceler do Império [Reichskanzler, = primeiro ministro]. Em 27 de fevereiro de 1933, o Reichstag [Parlamento Alemão] queima. Hitler aproveita o favor da hora para culpar os comunistas com esse ataque encenado pela SA [Sturmabteilung = Destacamento de Assalto dos nazistas], estes que com a sua 'Verordnung para a proteção de Povo e Estado' faz aprisionar e deportar em massa. Em 23 de março de 1933, o Reichstag despacha a Lei para Remediar a Necessidade de Povo e Império ['Gesetz zur Behebung der Not von Volk und Reich'], a Lei de Autorização ['Ermächtigungsgesetz']. Em 2 de agosto de 1934, Hitler une o ofício de presidente com o ofício de chanceler do Império ['Reichskanzler', primeiro ministro] e faz as forças armadas jurarem no supremo comando seu - com isso, Hitler pode governar sem o parlamento, despachar leis novas e 'Führerbefehle' [Ordens do Líder] que fazem o seu poder inatacável. Desde a sua primeira tentativa violenta de golpe em 9 de novembro de 1923 e a sua marcha a Berlim passam só dez anos. Hitler apoderou-se em via 'legal' do poder executivo e do controle total sobre o povo alemão. No exterior, não se regia exatamente com pânico, quando em 10 de maio de 1933 as obras de intelectuais judaicos e oposicionais são publicamente queimadas em Berlim. É que se observa as ocorrências com suspeita, mas não se vê motivo para agir: Os socialdemocratas estão sendo proibidos e perseguidos, os sindicatos dissolvidos, imprensa e rádio sincronizados pelo ministério de propaganda do império [Reichspropagandaministerium] de Joseph Goebbels. A divulgação do Receptor popular [Volksempfänger, um tipo novo e barato de receptor radiofônico] possibilita ao regime nacional-socialista inculcar nos alemães per rádio o ódio aos judeus: O 'Führer' [Líder] despacha em 15 de setembro de 1935 as leis de raça nuremberguenses, segundo as quais judeus não são mais senão 'subumanos' com instintos baixos. Esse desenvolvimento fatal culmina por enquanto em 9 de novembro de 1938 na Reichspogromnacht. Em toda a Alemanha mais que 90 judeus estão sendo assassinados, centenas de sinagogas queimadas, lojas judaicas saqueadas e destroçadas. 20.000 judeus estão sendo depois deportados aos campos de concentração Dachau, Buchenwald e Sachsenhausen. Em 30 de janeiro de 1939, Hitler declara que o resultado duma guerra contra Alemanha seria, não a bolchevização do mundo, mas sim a destruição da 'raça judaica' na Europa. A intenção guerreira de Hitler está óbvia. Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha nazista ataca a Polônia, começando com isso a Segunda Guerra Mundial. A campanha de Hitler contra os judeus na Europa leste começou. Inglaterra e França declararam a guerra à Alemanha. Em 22 de junho de 1941, Hitler faz sem aviso prévio atacar a Rússia, 'denunciando' assim o pacto de não agressão com Stalin. Os grupos de ação da SS [Schutzstaffel = Escalão de Proteção dos nazistas] fazem na Europa leste massacres horríveis em milhões de pessoas humanas. Chega a ter excessos da mais bárbara violência que ultrapassam qualquer capacidade humana de imaginação. Quando Einstein fica sabendo da perseguição aos judeus, diz em 1944 no seu necrológio aos heróis do gueto de Varsóvia: 'Os alemães como povo inteiro são responsáveis por esses assassínios e devem como povo ser punidos por eles Atrás do partido nazista está o povo alemão, que votou em Hitler, depois de que lhe fizera conhecer as suas intenções infames numa forma geral não mal-inteligível no seu livro e nos seus discursos.'12 Em 20 de janeiro de 1942, quinze homens na beira do lago berlinense de Wannsee o futuro dos judeus europeus - num ponto de tempo em que o genocídio já está em pleno andamento a Deutsche Reichsbahn [Estrada de Ferro do Império Alemão] já está transportando centenas de milhares de judeus sobre os caminhos de trilhos a Auschwitz e outros campos de morte. No protocolo da conferência de Wannsee, essa 'solução final' quer ainda dizer transportação dos judeus ao leste. Inoficialmente se trata nisso da destruição industrial dum povo inteiro. Só no mês de agosto do ano de 1943, 400.000 judeus húngaros foram gaseados em Auschwitz. Milhares de crianças pequenas foram jogados vivos nos fornos queimantes, para economizar gás. De 1938 a 1945, mais que seis milhões de judeus foram assassinados, só 1,1 milhão em Auschwitz-Birkenau. O Holocausto, o inferno na terra. 5.Onde estava Deus? Voltamos depois desse excurso histórico à nossa questão de partida . Obviamente não há nenhum vestígio de interferência no tempo de 1933 a 1945. Nisso, teria sido para Deus sem problema influenciar a história da humanidade também discretamente, assim que o Holocausto nunca tivesse sido acontecido. Ainda mais horripilantemente frustrante chega a ser, se contemplarmos as chances perdidas por Deus: Um deus da história poderia ter impedido que a mãe de Hitler, Klara Pölzl, conhecesse o seu marido, o oficial de aduaneira Alois Hiedler. Adolf Hitler nunca teria sido nascido em 20 de abril de 1889 em Braunau no rio Inn como quarta das crianças de seis. Só Adolf Hitler e a sua irmã Paula sobreviveram a idade de infância, os demais imãs e irmãos morreram muito cedo. Poderia ter acontecido também a Hitler.. Hitler era um aluno mediano a mau mas, antes de tudo, preguiçoso. Sonhava, depois da sua carreira sem sucesso de escola da sua existência como pintor de arte, mas a academia de artes de Viena o recusou. Em 'Mein Kampf', Hitler relata mais tarde sobre esse tempo da recusa e isolação social: ... 'e o que então me parecia como dureza de destino, louvo hoje como sabedoria de Previdência.'13 Aqui, Deus teria tido manipulado a história assim que Hitler fosse aceito na academia de artes. O mundo teria havido calma. A ocasião próxima teria sido de puxar o 'Führer' no suicídio, pois com dezoito anos Hitler se apaixona no subúrbio Urfahr de Linz infelizmente na jovem Stefanie Jansten, a qual não se interessa por ele. Perante o seu amigo, o pianista August Kubizek, Hitler confessa que pensaria precipitar-se duma ponte de Linz nas ondas do rio Donau [Danúbio]. Hitler: 'Não agüento mais. Quero pôr fim!'14 Já tem elaborado um plano detalhado de suicídio. Mas era para chegar outra coisa, pois quando a Primeira Guerra Mundial irrompe, Hitler disse alguma coisa de que estivesse vogado para algo 'mais alto'. Hitler se apresenta em 16 de agosto de 1914 voluntariamente ao exército e vem ao 6º batalhão de recrutas de reserva do regimento bavieiro de infantaria nº 16. A sorte que lhe acontece aqui é pavoroso. Em 28 de outubro de 1914, Hitler escapa por um triz da chuva de balas nas trincheiras de Ypern. Numa carta, Hitler escreve: 'um tira me rasga toda a manga esquerda do casaco. Mas como por milagre fico são e salvo '.15 Esses 'milagres' se repetem. Nos meados do novembro de 1914, Hitler escapa dum embate de granada, que mata três dos seus camaradas, depois de que saiu duma tenda em que uma conversa sobre condecoração de ordens de coragem. Em 25 de setembro de 1915, a ordenança Hitler deve os postos de combate informar sobre uma agressão grande dos ingleses iminente e escapa do fogo duradouro britânico. Numa outra ocasião, uma sensação estranha acomete Hitler. Ao correspondente de jornal Ward Price, Hitler explica mais tarde um acontecimento historicamente testemunhado: 'Estive com vários camaradas no almoço na nossa trincheira. De repente tinha a sensação de como uma voz me dissesse: <Vai, levanta-te e desaparece daqui.< Creio ouvir tão clara e energicamente que obedeci mecanicamente, como se tivesse sido uma ordem militar. Levantei-me e fui na trincheira a vinte metros de distância, levando comigo o meu almoço na marmita. A seguir, me senti e estive acalmado. Mal tive recomeçado a comer, quando da parte da trincheira que acabai por deixar, ouvia-se uma detonação ensurdecente. Uma granada perdida caía exatamente ali onde comera com os outros camaradas. Todos eles estavam mortos.'16 Em Hitler, quarenta-e-dois atentados foram cometidos. Alguns dessas tentativas de assassínio eram tão cuidadosamente planejadas que no fundo não pudessem fracassar. Assim também no 8 de novembro de 1939, quando uma bomba de 20 quilos, escondida atrás duma coluna atrás do púlpito do orador no Bürgerbräukeller em Munique, explodiu, mata oitenta pessoas e fere trezentos-e-sessenta-e-três. O autor do atentado, o marceneiro Georg Elser, está sendo preso, durante a sua tentativa de fuga à Suíça, pela polícia de fronteiro em Constância. Hitler tinha deixado 13 minutos mais cedo o púlpito de orador, porque um período de mau tempo o motivou de ir a Berlim em vez de avião, de trem. Escapa com o susto. 'Que deixei o Bürgerbräu mais cedo que outra vez, está-me uma confirmação de que a Previdência quer que alcance o meu alvo', como o 'Führer' interpreta o destino feliz mais tarde.17 Ponto culminante das tentativas de atentado é a tentativa fracassada do grupo dos conspiradores acerca de Claus Schenk Graf von Stauffenberg em 20 de julho de 1944 na Wolfsschanze da Prússia leste. Uma pasta de documentos com uma bomba está sendo tão desajeitadamente escondida em baixo da mesa de mapas que o ímpeto da explosão está sendo amortecido e Hitler escapa com somente algumas arranhaduras. Uma vez Hitler está sendo demasiadamente blindado pela SS, uma vez uma bomba num avião não acende, uma vez Hitler sai de motivos não incompreensíveis duma sala determinada, no qual o autor do atentado se pretende explodir aos ares junto com ele. Hitler parece ter tido o sexto sentido - pode ser que podia farejar a morte como uma hiena o cadáver. 6.Onde Deus estava? Também nenhum vestígio dEle. Nisso é que, como acabamos por ver, oportunidades bastantes de riscar Hitler do solo da terra ou de não lhe possibilitar uma existência neste planeta. Para estar completamente seguro de que nunca nasça um Adolf Hitler, cuja intenção é qualquer dia destruir o povo judaico, Deus teria podido prevista a história da humanidade assim que esta tivesse corrido sempre de outro jeito. Um Deus da história teria podido impedido o surgimento de vida na terra ou ainda o surgimento do universo - pois Ele mesmo estaria livre na Sua vontade de criar. Mas o universo existe e nele uma humanidade, cuja história está pregada desde milhões de anos de matar e ser matado. Era então a vontade de Deus que Hitler sempre sobreviveu por um triz, para realizar o Holocausto? Mais crassamente: Era vontade de Deus que seis milhões de judeus foram assassinados nos campos de extermínio? Que noção absurda, demente e perigosa! A lógica manda em vez disso um modo de pensar racional, mas assustadora: Deus não proíbe o sofrimento na terra. Deus não se intromete na história porque não seja Deus da história. Nenhum acontecimento do universo está predeterminado. Hitler não estava eleito pelo Todopoderoso para destruir o povo judaico, e a humanidade não dança conforme uma melodia misteriosa que um tocador invisível na distancia do universo mundial entoe, como Einstein cria. O acaso e a vontade livre da pessoa humana regem o mundo. Adolf Hitler tinha pura sorte de ter saído com vida. Segundo as mais atuais pesquisas históricas, Hitler intencionara a destruição pelo comando de ação sob Erwin Rommel de mais de 500.000 judeus fugidos da Alemanha à Palestina.18 Mas a derota pesada no Egito contra as tropas britânicas comandadas pelo marechal de campo Montgomery frustrou o plano de Hitler de continuar a destruição dos judeus no Médio Oriente. Não era Deus que impediu a ampliação do Holocausto, mas o próprio Hitler que aliviou Deus do trabalho, atacando na Rússia e enfraquecendo com isso as forças armadas alemãs decisivamente. Assim era somente uma questão de tempo até que a Alemanha nazista capitulou e estava vencida. O princípio rege então o universo, e não intervenções divinas. O horror da história é sempre o resultado das atividades de pessoas humanas e não das de um Deus. Depois do exame dos fatos, impõe-se a conclusão dolorosa de que está extremamente inverossímil que o Deus bíblico apareceu a Moisés, e está igualmente inverossímil que Deus está numa relação de aliança com o povo judaico. YHVH seria segundo isso um mecanismo de proteção humano demais para passar por cima sobre a constante monstruosa do universo, a qual resulta da flecha de tempo cosmológica sem clemência de passado, presente e futuro: sobre a morte. YHVH era, portanto, não presente quando o Holocausto acontecia, porque não interfere na história. ConclusãoA conseqüência disso é uma mudança de paradigma filosófica. Num tempo de fanatismo religioso e fundamentalismo religioso crescentes nas três religiões mundiais monoteístas, indica-se velocidade máxima para mudança de opinião, para idéias heréticas, para interpretação nova das Escrituras Sagradas, sim: da questão de Deus. Precisamos agora perguntar se é que o Deus bíblico não seria senão uma 'Invenção da pessoa humana', como Nanrei Kobon, o abade do templo budista do Dragão Luminoso em Kyoto, Japão, uma vez disse: 'A natureza de deus é, portanto, somente um mistério superficial. O mistério profundo é a natureza da pessoa humana.'19 A exigência política como a religiosa dessa mudança de paradigma é igualmente dramática: as religões mundiais monoteístas precisam mudar de pensar, antes que um Holocausto último destruir o Médio Oriente, antes de tudo Israel e o povo judaico - nascendo com isso uma terceira guerra mundial que arrebate a nossa espécie definitivamente do solo da terra. Depois de todo o horror que o homo sapiens causou - e perante do seu aumento in-imaginável na catástrofe do Holocausto na humanidade - não nos deveríamos perguntar se ainda pudéssemos crer em Deus. Não, nos deveríamos perguntar se Deus, se existir, ainda pudesse crer em nós. Deus é talvez o fundo original criador do universo - certeza definitiva sobre isso não temos. O finamente temperado legalismo das leis naturais, que possibilita processos auto-organizados e vida inteligente no universo, deixa-nos assumi-lo. Temos toda a razão, perante a Shoáh e das vítimas dela e porá causa de nós mesmos, para defender Deus até o último: Deus está, nos meus olhos, inocente. Temos toda razão pensar e agir como se creríamos que a pessoa humana fosse a criada amada de Deus, Cujo poder a pudesse carregar através da morte. Isso nos poderia pôr na situação de nos opor ao perigo crescente de que a humanidade se pudesse destruir a si mesma. Deus também aqui não interferirá. Pois só a pessoa é o ferrador da sua própria sorte. Literatura que continua: no fim do texto alemão! Notas 6 a 18: no fim do texto alemão! Texto alemão: Compass-Infodienst.de Ein
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