CRISTÃOS E JUDEUS | |
"Como judeu, isso me consternou"Walter HomolkaSobre tendências de delimitação na EKD [Evangelische Kirche Deutschlands = Igreja Evangélica da Alemanha], o triálogo das três grandes religiões e o que têm em comum nas doutrinas judaica e islâmica Faz algum tempo que celebramos o Ano Novo judaico, Rosh Hashanah. Nenhuma festa de alegria com artifícios de fogo e dança, mas sim o prelúdio para dez dias de conversão para o Dia de Reconciliação Yom Kipur. Pode ser que é necessidade para todos os judeus de trocar impressões, acertar contas abertas, desculpar-se no próximo. Pois os judeus crêem que possamos chegar com Deus a limpo somente se antes também uns com outros teremos limpado todos os descuidos e preconceitos de pessoa humana à pessoa humana. O presidente do Judaísmo de reforma, o rabino Eric Yoffie, pôs agora, para as suas 900 comunidades com 1,5 milhões de membros nos EUA, um sinal especialmente significativo. Num discurso na "Sociedade Islâmica da América do Norte" em Chicago, como o primeiro representante judaico em geral, exortou a sociedade americana para o dever de superar tendências unívocas de discriminação de moslins. Um mais em diálogo teria de ser tentado para — judeus e moslins juntos — promoverem uma solução de dois estados no Médio Oriente. O triálogo importante
Especialmente as academias eclesiais bem mereceram como lugares do encontro trialógico. O que então era normalidade, é que hoje está sob crítica do ofício de ensino cristão. Com veemência, as Igrejas se distanciam de pronunciamentos que, para cristãos e judeus, afirmaram uma imaginação comum de Deus. Assim o lado católico no Concílio Vaticano Segundo em 1964 em Lumen gentium 16: "A intenção de salvação (de Deus) compreende, porém, também aqueles que reconhecem o Criador, entre eles especialmente os moslins, que se confessam para se manter na fé de Abraão, adorando conosco o Deus único, o matricioso, o qual julgasse as pessoas humanas no último dia." No documento final de Cartigny, em 1969, o Conselho Mundial de Igrejas se arrastou atrás: "Judaísmo, Cristandade e Islame não só pertencem ao mesmo grupo, falam do mesmo Deus, Criador, Revelador e Juiz." EKD, o diálogo cristão-judaico e o diálogo islâmico-judaicoComo judeu, me consternou, portanto, qual começo é que a EKD tomou com o seu serviço "Klarheit und gute Nachbarschaft" [Clareza e Vizinhança boa] em novembro de 2006. O que foi vendido como convite para colóquio, é que faz o leitor judaico muito pensativo, quando no texto substituir a palavra "moslim" por "judeu". Sim, o diálogo judaico-cristão não seria comparável de modo nenhum com a relação aos moslins, está sendo afirmado pelo lado cristão. Judeus e cristãos compartilhariam a mesma Escritura Sagrada e teriam a mesma imagem de Deus. Como judeu me consterna isso. Pois através de muitos séculos, judeus foram de modo mais cruel perseguidos por cristãos, eliminados, escarnecidos e assassinados. A vergonha sobre a grande falha de ambas as Igrejas durante o Terceiro Império era a base de aproximação de sessenta anos de aproximação intensiva do Cristianismo ao Judaísmo, com parcialmente fase grotescas do filosemitismo. Poderá isso, porém, contrapesar séculos da boa vizinhança entre judeus e moslins? Não. Pois ambos sabem se de acordo numa imagem comum de Deus, e unidos na sua crítica da doutrina de trindade como redução do monoteísmo. Os cristãos se devem ter presente que a doutrina de trindade jaz ao Judaísmo mais longe que a doutrina do Islame, e que longas fases de ligação juntam judeus e moslins, p.ex. as das Cruzadas ou da Reconquista. Os judeus se devem lembrar que a filosofia judaica prevalecente na Idade Média surgiu no âmbito islâmico e na língua árabe, e que a fixação escrita dos nossos princípios fundamentais pelo erudito e filósofo religioso Maimônides medieval no século 12 segue o exemplo de Maomé. "Deus é único e um só, e Moises é Seu profeta" corresponde à fórmula que cada moslim conhece como credo: "Não há Deus além de Deus, e Maomé é o Seu enviado," Deus, indisponível, Criador, Juiz, Revelador. O que tem em comum na doutrina do Judaísmo e na doutrina do IslameNo Islame como no Judaísmo, Deus revela a Sua vontade na Sua palavra à pessoa humana. "Temos mandado para baixo a Toráh, na qual estão contidas direção direita e luz, para que os profetas, que eram dados por Deus, para os que são judeus julguem segundo isso, e também assim os rabinos e doutos, na base daquilo que lhes foi confiado do livro de Deus e sobre o que eram testemunhas. E deixamos depois deles seguir Jesus, o filho de Maria, para que certificasse o que da Toráh havia antes dele. E deixamos chegar a ele o Evangelho, que contém condução reta e luz e que afirma o que da Toráh existia antes dele, e como direção reta e exortação para os que temem Deus. E temos a ti [Maomé] mandado para baixo o livro com a verdade, para que confirmasse o que do livro havia antes dele, e para que tivesse tudo o que está nele firmemente nas mãos." (Sura 5 — Al-Maida, 44-48). Segundo noção do Judaísmo rabínico, o caminho a Deus conduz somente sobre a Sua revelação. Ela, porém, se encontra "não no céu", mas sim foi dada às pessoas humanas como fonte única da sua interpretação e do seu entendimento do mundo. Essa revelação progride pela interpretação humana, para judeus na "Toráh oral", para cristãos e moslins no Novo Testamento e no Corão. Judaísmo como Islame procura caminhos de justiça de Deus no direito religioso, (judaicamente a Halakáh, literalmente "a direção do caminho a andar"). A Halakáh marca nisso, não o fim, mas só um caminho. Exige agir, a "auto-santificação" pelo cumprimento de mandamentos e não pela fé. No Judaísmo como no Islame, a pessoa humana diante de Deus responsável pelo que faz, tem a vontade livre de se decidir para o bem. "Quem segue a direção reta, a segue para a sua própria vantagem. E quem andar errado, anda errado para o seu prejuízo próprio. E nenhuma alma carregadora de carga carrega a carga duma outra." (Sura 17 — Al-Isra, 13ss.). Em primeiro plano estão, em Judaísmo como no Islame, a vida com Deus, o estudo da Sua Escrita e a observação dos mandamentos de Deus. Deus é tanto para judeus como para moslins um Deus salvador, protetor e caritativo, que manifesta às pessoas humanas fidelidade e amor eternos. Os moslins já sabiam desde sempre que aqui o mesmo Deus estava e esta sendo solicitado. "Cremos naquilo que Deus enviaou para baixo a nós e foi enviado para baixo a vós. O nosso Deus e o vosso Deus é um só. E somos devotos a Ele" (sura 29 Al-Ankabut, 47). Abraham Geiger e o HolocaustoUm dos grandes pensadores do Judaísmo alemão no século 19, Abraham Geiger, tomou em 1832 a atitude de que a ocupação com o Islame lhe seria tendência afetuosa, a discussão com a teologia cristã, porém, somente uma obrigação enfadonha e apologética. Abraham Geiger, que também era o fundador da pesquisa do Corão moderna, chegou à essa declaração porque era naquele tempo confrontado com uma noção protestante de "Estado Cristão", a qual quis reter dos judeus a participação na sociedade inteira. Durou mais que cem anos até que judeus e cristãos encontraram um relacionamento novo: Primeiro precisava-se dissolver a ligação entre "Trono e Altar", primeiro alcançada uma equiparação pluralista das religiões na constituição do império de Weimar. Finalmente, só o trauma do Holocausto trouxe o rompimento necessário nas Igrejas. Da declaração da falência da ética cristã no Terceiro Império e do falhar das Igrejas perante a tarefa de proteger os irmãos e irmãs judaicos efetivamente do assassínio, resultou depois da Segunda Guerra Mundial, passo a passo, um começo para um novo um-com-o-outro de cristãos e judeus. O apontamento ao Holocausto faz especialmente impressionante um entendimento: a percepção do outro no Judaísmo se baseia, não na questão pela fé reta, mas sim somente na questão pelo comportamento ético reto. A base disso é a noção da semelhança com Deus da pessoa humana. Porque a pessoa humana esta criada na face de Deus, ela tem a responsabilidade e também a possibilidade de usar a razão como meio da aperfeição ética. Nisso, judeus apontam a Noé e aos seus sete mandamentos à humanidade: As suas proibições de idolatria, do assassínio, do furto, da promiscuidade sexual, da blasfêmia, do mal-trato de animais e do mandamento duma sociedade justa com leis justas. Cada não-judeu que cumprir esses mandamentos e proibições é um justo entre os povos, sendo dele dito que alcançou o grau espiritual e moral igual àquele de até o do Sumo Sacerdote no Templo (Talmude, Bava Kamma 38a). ConclusãoNão nos devemos gabar de que seríamos Deus e poderíamos, numa imaginação de ilusão da onipotência própria, elevar a nossa vontade para ser a lei, embora façamos isso com bastante freqüência. Mas temos a tarefa de levar, através do nosso agir, a verdade de Deus mundo adentro, logo viver para a verdade. Devemos encontrar — cada um por si — essa verdade na discussão entre tradição e moderna encontrar sempre mais uma vez. Isso exige disciplina. E nos devemos fazer esforços para conseguir essa verdade, com a nossa vontade livre e a nossa capacidade de entender, e devemos levar a cabo que não pode haver a verdade única. Na humildade, que segue a essa noção, judeus, cristãos e moslins podem encontrar um relacionamento de direitos iguais. Texto alemão: Islam.de "Als Jude hat mich das bestürzt" |