CRISTÃOS E JUDEUS | |
Gosto na Lei — Prazer nos MandamentosRoland WerneckSalmo 112
Os Salmos são o livro de oração cristão mais antigo. Os Salmos são o livro de oração cristão mais antigo, e o podiam chegar a ser e ser porque
judeus e judias nessas orações aclamam e louvam o Deus de Israel e Lhe queixam o seu sofrimento. No nosso Salmo 112 diz:
Os Salmos não se deixam separar da Toráh e dos mandamentos de Deus. Ao contrário: É não por acaso que, já no primeiro Salmo está sendo louvado aquele que tem prazer na lei do Senhor. Gosto na Lei, prazer nos Mandamentos! Para um teólogo luterano, um acesso tal à Lei de Deus está altamente inusitado e alheio. Na tradição teológica da Igreja luterana está sendo oposto, à Lei que mostra à pessoa humana a sua pecaminosidade e seus defeitos, sempre o Evangelho, este que salva a pessoa humana. Lei e Evangelho — muitas vezes esse par de conceitos foi transposto aos Testamentos Antigo e Novo. O problema do qual falamos, porém, não um historicamente ultrapassado, está de fato altamente atual. Faz quase sete anos, representantes da Liga Mundial Luterana e do Conselho Papal para a Promoção da Unidade dos Cristãos assinaram solenemente uma declaração comum para a doutrina de justificação. Na tese 8 dessa declaração se diz: "No Antigo Testamento ouvimos a palavra de Deus da pecaminosidade e da inobediência humana e do juízo de Deus." O teólogo evangélico berlinense Friedrich Wilhelm Marquardt chamou, em uma das suas palestras últimas a atenção para que os luteranos e os católicos teriam acordado conseqüentemente passando pelo lado do Judaísmo. Marquardt verbalmente:
Marquardt tentou, como o chamava, ir a escola na "Cadeira de Moisés". Tratava-se para ele de desenvolver um relacionamento novo dos cristãos pagãos à Toráh do Sinai. Não nos podemos, 60 anos depois da Shoáh, contentar dizer como Lutero: "A Lei de Moises vai aos judeus, a qual não nos obriga a nós, pois a Lei está dada somente ao povo de Israel, e Israel a aceitou para si e os seus descendentes, sendo os pagãos excluídos." Quão urgentemente necessário está um relacionamento novo da teologia cristão à Toráh, mostra-se, não por último, nos nossos serviços religiosos. Exames de pregações evangélicas mostraram que o Judaísmo serve ainda muitas vezes como exemplo para uma "religião legal". Quem se quer pôr contra estruturas de poder na política ou dentro da Igreja, gosta de demonstrar isso na crítica neotestamentária na prática farisaica ou usa para isso lugares correspondentes do apóstolo Paulo. Muito rapidamente pode aqui ser ultrapassado o limite ao antijudaismo. O teólogo protestante suíço Karl Barth concebeu em 1935 uma palestra com o título "Evangelho e Lei". Inverteu com isso a ordem tradicional desses conceitos na teologia luterana. Aí se diz sempre "Lei e Evangelho", então primeiro está o a pessoa humana pecadora sob a lei, por isso precisa da salvação pelo Evangelho. Karl Barth se orientava na ordem bíblica: primeiro está a liberação do povo de Israel da escravatura egípcia, então Moisés pode receber a Toráh no Sinai. Só a vida em liberdade possibilita a alegria nos mandamentos de Deus. No Salmo 111, que está estreitamente correlacionado ao nosso Salmo 112, estão sendo lembradas primeiro as obras de Deus
Então, no nosso Salmo 112, segue como o próximo a alegria nos mandamentos. Todas as
promissões, que então estão sendo mencionadas, têm de ver com essa alegria: a bênção da
descendência, o bem-estar, mas também o cuidado pelos pobres. Deus está sendo,,, louvado como o
gracioso, o matricioso (RaHUM; cf. RéHeM = matriz, útero; cf. Is
49,15: Será que mulher esqueça sua criança
? Ainda que ela esquecer: e Eu não te esqueço.
trad.) e justo. Acho, quando nós, como cristãs e cristãos, rezarmos esse Salmo com as nossas irmãs e irmãos
judaico, poderemos antes de tudo aprender o que significa isto: alegria nos mandamentos.. Os
mandamentos de Deus nos querem livrar e mostrar o caminho para a vida, erigir-nos e não nos
deprimir e mostrar-nos a nossa pecaminosidade. A doação do Shabat é somente um exemplo de como um
mandamento pode chegar a ser o sinal da liberação para nós pessoas humanas. Desejo-nos que consigamos isso, seja que somos judeus ou seja que somos cristçaos. Texto alemão: Lust
am Gesetz - Freude an den Geboten |