"Aos judeus primeiro e também aos gregos"
Uma vereda pela Carta aos Romanos
Klaus Wengst
Ontem tentei a mostrar, primeiro, o que desafiou Paulo, antes de ser chamado a saber da sua
vocação, a importunar os seus patrícios que criam em Jesus como Messias, e segundo, como daí
precisava entender o "acontecimento de Damasco" como vocação para "apóstolo dos povos".
Resultou que com isso, lhe foi dado desde o princípio a partida do problema da relação dos povos
ao Deus de Israel e, com isso, também ao povo de Israel.
A minha tese agora é: Esse é o seu assunto central exatamente também na Carta aos Romanos —
e não a justificação. Prossegue nessa carta um fim duplo: De um lado, quer demolir a divisa entre
Israel e os povos sob dois respeitos, expondo uma vez que todos estão sob pecado e, de outra vez,
que pelo agir de Deus no Ungido Jesus também os povos têm acesso à rica compaixão de Deus. Mas,
de outro lado, apesar disso se mantém firme na singularidade de Israel expondo-a acentuadamente. No
fundo há as discussões concretas do seu tempo.
Isso é, primeiro a questão de se, pelo anúncio do evangelho de Jesus como do Ungido, pessoas
humanas acrescidas dos povos ao Deus único de Israel precisem ser integradas no povo de Israel afim
de que pertençam inteiramente a ele, isso é para homens se precisam ser circuncidados ou não.
Essa questão parecia ter sido esclarecida no Convento dos Apóstolos. Como mostram a Carta aos
Gálatas e a Carta aos Filipenses, ela irrompera novamente.
E, segundo, o problema de como a convivência entre pessoas judaicas e não-judaicas em
comunidades mistas deva ser regulamentado, se sob condições judaicas e não-judaicas. Isso quer
dizer concretamente se pessoas judaicas renunciem a praticarem o seu modo de viver judaico
específico nessa com vivência, ou se os membros não-judaicos da comunidade lhes possibilitem uma
prática tal, mantendo eles mesmos algumas exigências mínimas da Toráh.
Está claro que, para Paulo, a partir da sua biografia, a segunda possibilidade era simplesmente
excluída. É que, como "zelador" importunava patrícios judaicos os quais, na convivência com
pessoas do mundo dos povos, abandonaram a prática do modo de viver judaico, e lhe foi esclarecido,
pela sua vocação, que os importunados por ele estavam com razão. A convivência sob condições
não-judaicas era, para ele, legitimada de modo mais alto. Daí, se opôs decididamente contra que
pessoas dos povos assumissem para si exigências da Toráh, as quais se referem ao modo de viver
judaico específico e delimitam Israel dos povos. Exatamente disso se tratava, por meu ver, na
contenda célebre entre Paulo e Pedro na Antioquia, da qual Paulo relata em Gl 2,11-14.
"Obras da Lei"
Nesse contexto, quero já indicar de antemão uma tese importante do meu acesso à Carta aos
Romanos. Na locução erga nómou, reproduzida por Lutero por "Werke des Gesetzes"
[obras da lei], se trata, não do fazer em geral, o comportamento ético exigido pela Toráh exigida
em geral, mas bem especificamente daqueles mandamentos da Toráh que delimitam o modo de viver
judaico de não-judaico. Reproduzo, portanto, a locução erga nómou, não por "obras da
lei", mas sim com a transcrição "o que a Toráh exige como prática religiosa". Paulo
promoveu a discussão para dentro do em princípio. Quando os fundos concretos dela não eram mais
presentes, depois de que a Igreja era de fato ainda somente Igreja dos povos, os seus
pronunciamentos podiam ser lidos como se dirigissem contra o fazer exigido pela Toráh em geral.
Procedo agora assim que discuto alguns lugares importantes da Carta aos Romanos, tentando mostrar
neles que a perspectiva insinuada possa abrir um entender da carta.
Em 1,5, ainda na indicação de remetente, Paulo diz sobre si mesmo: Pelo quem (a saber o
Ungido Jesus) o recebemos para ser um mensageiro agraciado, para se siga o seu nome em todos os
povos.
O que se podia concluir dos pronunciamentos do Paulo sobre a sua experiência de vocação, está
sendo também aqui no início da Carta aos Romanos expressamente dito por ele. A mensagem
messiânica relacionada a Jesus inclui os povos, a estes, Paulo se entende enviado. A sua tarefa
dirigida aos povos, Paulo a expõe também no fim do próximo trecho. Depois de ter notado em 1,12
que foi até agora impedido a vir a Roma, continua no versículo 13s.:
Teria gostado ter acarretado um pouco de colheita também entre vós, como era o caso também
entre os demais povos. Tanto a gregos quanto a bárbaros, a eruditos como a não-eruditos estou
obrigado. Assim estou disposto a anunciar também a vós em Roma.
Como apóstolo, está obrigado ao mundo não-judaico. Este é que caracteriza sob perspectiva
grega. Para gregos, todos os demais são bárbaros, o que significa atraso cultural. No mundo
helenista-romano, romanos, sob esse ponto de vista, são gregos, é que Paulo escreve a sua carta a
Roma em grego. Do ponto de vista grega, sob a locução "gregos e bárbaros", todos são
incluídos; para Paulo, nisso, judeus estão naturalmente excluídos. Para ele está, com essa
locução, resumido o mundo não-judaico. Como obrigado a esse mundo não-judaico quer vir a Roma.
Com o versículo 16, é que Paulo se refere ao que acaba por expor, mas ao mesmo tempo segue
adiante para indicar o assunto da carta. Transcrevo isso de modo seguinte: Deus ajuda também
pessoas não-judaicas, solidarizando-Se com aqueles que nEle confiam. Traduzo o versículo 16 de
modo seguinte:
Mas não me envergonho da boa mensagem. Já que ela é uma força de Deus, que ajuda a todos
que nela confiam, primeiro para pessoas judaicas, mas também para gregas. Pois a solidariedade de
Deus está sendo posta em aberto nela, que nasce da fidelidade de Deus e conduz à confiança nEle,
como está escrito: O justo viverá na base de fidelidade e confiança (Habacuc 2,4).
Também aqui, quero entrar em somente um aspecto: Paulo diz que a boa nova, o evangelho, como
força de Deus — ofereço aqui a tradução de Lutero — "selig macht alle, die daran
glauben" [beatifica a todos que nela crêem]. Porque a isso ainda faz perguntar — ainda
segundo Lutero: "die Juden zuerst und ebenso die Griechen" [os judeus primeiro e
igualmente os gregos]? Nos comentários, responde-se a isso em regra com porque quereria enfatizar a
dimensão universal. Mas esta já esta dada com a palavra "todos"; mais que "todos" não
há. Com a sua continuação, é que Paulo oferece, de um lado, uma diferenciação ("judeus" e
"gregos") e, de outro lado, uma ponderação ("os judeus primeiro"). Por quê? A
diferenciação exatamente não é objetivamente paralela àquela do versículo 14. Pois da
composição de "gregos e bárbaros", Paulo, com toda a naturalidade, excluía os judeus. Agora,
em que lhe ocupam de fato todos, resume a distinção básica bíblica-judaica entre o povo de
Israel e os povos, entre pessoas judaicas e não judaicas. Os gregos estão agora pars pro toto
para todo o mundo não-judaico:."pessoas judaicas primeiro". Esse "primeiro" é que Paulo o
pode entender só relacionado à história especial de aliança de Deus com o Seu povo de Israel
testemunhada na sua Bíblia judaica. O agir de Deus, como a Bíblia o testemunha, refere-se
primariamente ao povo por Ele escolhido; e assim é inteiramente natural para Paulo que também o
agir de Deus testemunhado no Evangelho se refere primariamente a Israel. Mas porque se antes
apresentou como alguém que, como anunciador do evangelho, está obrigado para os povos, motivando
isso o seu desejo de trazer a boa nova também a Roma, jaz para ele o tom no fim do versículo 16:
"mas também gregos".
Aqui encontra-se, então, nos pronunciamentos programático-temáticos no início da Carta aos
Romanos indicado in nuce [em núcleo] o problema como o descrevi antes no início. De um
lado, anula a diferença entre pessoas judaicas e não-judaicas, a saber sob o ponte de vista da
confiança no Deus agindo no Evangelho e na fé nEle. Apesar disso mantém, com o "primeiro", ao
mesmo tempo essa diferença e, com isso, na singularidade de Israel. Isso está sendo aqui marcado
exatamente só com "primeiro", mas é apesar disso intraduzível — quando se verificar o
texto. Se Paulo se importasse somente com a eliminação da diferença, não deveria nem poderia
pôr o "primeiro".
"Que todos estão sob o pecado"
Em 1,18-3,20, Paulo começa negativamente. Aqui suprime a diferença entre pessoas judaicas e
não-judaicas sob o aspecto de "que todos estão sob o pecado" (3,9). Nisso lhe importa aquilo
que já enfatiza em 1,20, que não há desculpa. Pessoas em Israel não se podem desculpar com que
já têm a Toráh, a qual os exorta muito concretamente a viver em responsabilidade diante de Deus.
Mas também pessoas dos povos o poderiam saber melhor, não precisam ser ignorantes em vista a Deus.
Muito elucidativo é como Paulo elimina a diferença de pessoas judaicas e não-judaicas em
2,12-29 sob a perspectiva do juízo de Deus. Em 2,12s., antepõe como princípio e tese:
Pois todos que independentemente da Toráh, pecaram, perecerão também independentemente da
Toráh; e a todos que na área de validez da Toráh pecaram, serão também julgados pela Toráh (=
conforme das normas que valem nela). Pois não aqueles que somente ouvirem a Toráh, serão justos
perante de Deus, mas sim aqueles serão justificados que fazem a Toráh.
Paulo aqui constata o que é natural no Judaísmo, que Deus julgará comportamento errado dentro
e fora da área de valer da Toráh. Sob esse aspecto, a diferença é irrelevante, porque o que
importa é, não o mero conhecimento da Toráh, mas sim o fazê-la. Digno de nota é que Paulo,
nesse contexto, usa no versículo 13 terminologia de justificação, quer dizer em referência ao
fazer exigido pela Toráh.
A eliminação da diferença entre pessoas judaicas e não-judaicas, Paulo a consegue nesse
contexto pondo lado a lado dois exemplos extremos.Uma vez põe o caso mais favorável para pessoas
dos povos, a saber para as que fazem o exigido pela Toráh na base da consciência e considerações
conflitantes face a ações a fazer, mostrando assim o feito exigido pela Toráh como inscrito no
seu coração (2,14-16). E outra vez põe o caso mais negativo imaginável para pessoas judaicas,
para o caso de falharem como instruídos pela Toráh, apesar disto, no fazê-la (2,17-24). Aqui traz
primeiro uma cadeia de pressuposições que exprimem auto-entendimento judaico:
Se fores designado como judeu, te apoiares na Toráh e te gloriares de Deus, conheceres a
vontade de Deus e examinares o que importa, instruído da Toráh, e te julgares capaz de ser guia de
cegos, uma luz daqueles que estão no escuro, educador dos ignorantes, professor dos menores que tem
a incorporação de conhecimento e verdade (versículo 17-20).
É elementar para o entendimento do trecho que as pressuposições aqui mencionadas não possam
ser entendias como afirmações negativas, mas sim querem dizer extraordinariamente positivas. Só
assim a seguinte argumentação com perguntas retóricas pode funcionar. É que mencionam um agir
negativo que contradiz ao dito nas pressuposições, que então precisa ser entendido positivamente:
"Ensinas outros, mas não ensinas a te mesmo? Anuncias não furtar, mas furtas?" (etc.
versículo 21-23). David Flusser chamou atenção a uma paralela objetiva na literatura rabínica Em
bJom 86a, um despedaçar-se de ensino e vida está sendo castigado de modo seguinte:
Quem ler a Escritura, aprende a Toráh e servir aos alunos dos sábios, mas não estiver
confiável no seu agir e e amigável no seu falar com as pessoas — o que as pessoas dizem dele? Ai
desta pessoa que aprendeu a Toráh! Ai do pai dela que lhe ensinou a Toráh! Ai ao professor que
ensinou a Toráh! Essa pessoa que aprendeu Toráh — vede só como depravados são os seus feitos,
como pervertidos os seus caminhos! Sobre ele a Escritura diz: "Dizem sobre eles: povo de Adonai
são e, apesar disso, precisavam sair do seu país" (Ez 36,20).
Depois dessa relativização, a qual está sendo feita em 2,25-29 em conseqüências explícitas,
Paulo se vê motivado de lembrar entrementes da especialidade de Israel: "O que então é a
vantagem das pessoas judaicas ou o que é a circuncisão? Muito sob todos os aspetos! Primeiro é
que são confiados com as palavras de Deus." Isso, porém, está sendo aqui só brevemente
constatado, e ao "primeiro" não segue um "segundo" ou um "terceiro". Nesse contexto
importa antes a Paulo a prova de que a vantagem do Judaísmo não suspende o julgamento de que todas
as pessoas humanas estão sob o pecado. Perante a fidelidade de Deus, "cada pessoa humana engana"
(versículo 4). Assim, em versículo 9b, lembra: "É que temos antes feito a acusação de que
pessoas judaicas tanto quanto gregas — todas! — estão sob o pecado.
A essa tese faz seguir, nos versículos 10-18, uma cadeia de citações de Salmos e Profetas, as
quais se provam da Escritura. No versículo 19, aponta que este estar sob o domínio do pecado vale
exatamente para pessoas judaicas, já que a Toráh — e com isso entende a Bíblia Judaica inteira
— dirigida a eles: "Sabemos que tudo o que a Toráh fala, diz àqueles na área da validade
da Toráh, logo a Israel, e a judeus e judias. Como fim de tal fala, Paulo indica : "Para que a
todos eles esteja a boca fechada".
A própria Bíblia diz àqueles que escutarem a ela, que ninguém está sendo justo, mas todos
estão incorrendo no pecado. E então vale que "o mundo inteiro", inclusiva o judaico, "está
culpado perante de Deus".
"
o que a Toráh exige em praxe religiosa"
Exatamente a partir da Toráh, então, Paulo negou a diferença entre pessoas judaicas e
não-judaicas referente à culpa de todos perante Deus. A diferença verificável na vida se mostra
no modo de viver diferente, que então judias e judeus observam determinadas exigências as quais a
Toráh lhes manda. Já podiam entrar na visão, quando Paulo, em versículo 19a, falou da "área
de validade da Toráh". Quando se tratar disso, aquelas ações mandadas ou proibidas pela Toráh,
que delimitam o modo de viver judaico do não-judaico, se põem no primeiro plano.
Exatamente essas deviam ser entendidas com a versão erga nómou — "obras da lei"
— a qual agora no versículo 20 aparece pela primeira vez na Carta aos Romanos. Paulo a usa
somente em conexões determinadas, em tudo bem raramente, onde se trata da questão da circuncisão
para não-judeus e da observação de prescrições especificamente judaicas por eles. Constatou
agora que, o que perfaz o ser judaico, que se manifesta antes de tudo na circuncisão e do modo de
viver especial, deixa pessoas judaicas, referente ao ser entregue ao pecado, exatamente não deixa
as pessoas humanas judaicas diferentes de outras pessoas humanas. Reproduzo, portanto, erga
nómou por "o que a Toráh exige em praxe religiosa". Paulo conclui em versículo 20a: "Daí,
nenhuma pessoa humana de carne e sangue, na base da praxe religiosa exigida pela Toráh, se mostra
como justa perante de Deus" respectivamente "como inocente". Não está, daí, para fieis em
Cristo não-judaicos oportuna de jeito nenhum querer observar essa praxe especificamente judaica.
Lido assim, também não resulta contradição à afirmação feita em 2,13: "Os fatores da Toráh
serão justificados" respectivamente "se provam como inocentes".
Naturalmente vale para Paulo com a sua tradição judaica em princípio que nenhuma pessoa humana
se pode justificar perante de Deus. Assim lembra o Salmo 143,2, onde diz: "Não vás com o Teu
servo ao juízo! Pois diante de Ti nenhum vivo está sendo justificado" respectivamente "mostrar-se
justo". Correspondentemente, em bAr 17b diz: "Quando o Santo, bendito Ele, entrasse com Abraão,
Isaac e Jacó no juízo, não se poderiam sair bem diante da reprimenda."
A noção de que nenhuma pessoa humana se pode justificar perante de Deus está sendo pronunciada
com toda clareza em MYeh 143,1:
Quem pode dizer no Dia do Juízo: Limpo estou do meu pecado? Nenhuma pessoa humana pode sair
vitorioso. E assim diz a Escritura: E quem pode agüentar o dia da Sua vinda e quem pode
resistir no Seu aparecer? (Ml 3,2).
Nenhuma pessoa humana se pode justificar a si mesma no
Juízo? Por quê? Deveras, faltarão a Ti. Deveras, não há pessoa humana que não falha (1Rs
8,46). E assim a Escritura diz: Deveras, nenhuma pessoa humana é justa na terra, que faça o bom
e não falha (Ecl 7,20).
À afirmação de que, na base da praxe religiosa exigida pela Toráh, ninguém se provará sem
culpa diante de Deus, Paulo junta a explicação: "Já que, pela Toráh, o pecado está sendo
conhecido." Isso não é para ser entendido como afirmação básica de modo que com isso a Toráh
seja fixada na função exclusiva de servir para a confissão de pecados. A afirmação resulta
antes do apresentado faz pouco: Exatamente a Toráh é que abre os olhos para que ninguém se pode
justificar diante de Deus. Não há, nesse respeito, diferença entre pessoas humanas judaicas e
não judaicas. Daí é, para Paulo, um absurdo que pessoas não judaicas querem observar a praxe
exigida pela Toráh, a qual está mandada para Israel.
Tivera Paulo até aqui aplainado na Carta aos Romanos a diferença entre Israel e os povos em
aspecto negativo, passa agora para equiparar essa diferença também em aspecto positivo. Pela
amizade de Deus gerada no Ungido Jesus, Deus se manifesta solidário a todos, justifica todos que
confiarem nisso, crerem nisso. É, por meu ver, de importância decisiva perceber que Paulo, nessa
comparação positiva no trecho central 3,21-31 não põe graça contra obra, não fé contra
feitos, em que então para feito e obras, o Judaísmo precisa estar. Na exposição desse texto
extraordinariamente comprimido, decisões importantes já caiem na tradução. Dou primeiro a minha:
Agora chegou a ser visível, fora da área de validade da Toráh, a solidariedade de Deus, com
o está testemunhado pela Toráh e pelos profetas, a saber a solidariedade pela fidelidade do Ungido
Jesus para todos que nisso confiam. É que não há diferença , pois todos pecaram, faltando-lhes o
esplendor de Deus, gratuitamente justificados pela amizade de Deus, pela liberação, e isso em
Jesus, o Ungido. Este é a quem Deus — por fidelidade — impôs no sangue dele para mostrar a
solidariedade de Deus como expiação, para assim perdoar os pecados que aconteceram antes, quando
Deus o deixou acontecer — para a mostragem da solidariedade de Deus aqui e hoje, assim que Deus
seja justo, justificando aqueles que se basearem na fidelidade de Jesus. Onde está, então a
glória? Foi excluída. Por qual aspecto da Toráh? Daquilo que manda em praxe religiosa? Não!
Antes pela Toráh de fidelidade e confiança. Contamos, a saber, com que uma pessoa humana está
sendo feita justa, independente daquilo que a Toráh manda em praxe religiosa. Ou será que Deus é
Deus somente do povo judaico? Não também dos povos? Sim, também dos povos! Tão certo que Deus é
único indo justificar o povo da circuncisão na base da fidelidade e confiança e os povos da
incircuncisão por fidelidade e confiança. Pomos então a Toráh fora de validade pela ênfase de
fidelidade e confiança? De modo nenhum! Antes erigimos a Toráh.
Não posso, naturalmente, entrar em todos os aspetos desse texto. Só falo de manejos importantes
de agulhas. O primeiro se efetua logo no começo. Em Lutero diz: "Agora, porém, está sem
contribuição da Lei". O quê, porém, deve "sem contribuição" significar, quando Paulo
imediatamente a seguir constata que aquilo que está sendo por ele afirmado aqui "está sendo
testemunhado pela Toráh e pelos profetas"? E ainda Em versículo 19, Paulo usara a locução em
tô nomo, literalmente "na Toráh", respectivamente "na Lei"; em Lutero, "sob a Lei".
Objetivamente, então, está sendo entendido "na área da validade da Toráh". A isso, a
locução trazida no início do versículo 21 é um contra-conceito exato: "fora da área da
validade da Toráh". E isso se adapta a acentuação enfatizada dos povos no versículo 29, os
quais estão sendo igualmente postos em relação a Deus. A justiça de Deus, a solidariedade de
Deus — aqui está sendo assumida a indicação de assunto trazida em 1,17, a qual expressa o agir
ajudante e salvante de Deus referente ao Seu povo Israel e, neste, especialmente referente aos
fracos e pobres — essa solidariedade de Deus, então, chegou agora "a ser visível fora da área
da validade da Toráh", mostrou-se, portanto, também referente aos povos. Aqui jaz a intenção
de Paulo.
A graça de Deus — também fora da área da Toráh
Que tudo pende da graça de Deus e que, portanto, a fé, a confiança joga um papel inteiramente
importante, está aqui naturalmente enfatizado por Paulo. Mas nisso não se distingue da sua
tradição de jeito nenhum. O ponto saliente para ele é que, pelo Ungido Jesus, vale também para
as pessoas humanas dos povos. A concordância referente à graça de Deus e da fé quero agora
brevemente mostrar em textos rabínicos. Que tudo pende da graça de Deus, mostra p.ex. a passagem
seguinte do Midrash Mechilta de Rabbi Yishmael:
"Guiaste por Tua graça" (Ex 15,13). Graça é que nos prestaste, pois no nosso agir não
estavam feitos. Pois está dito: "Das prestações de graça do Senhor me quero comemorar" (Is
63,7). "As mostragens de graça do Senhor quero sempre cantar etc." (Sl 89,2). E o mundo foi
desde o seu começo construído somente por graça. Pois está dito: "Sim, eu disse: o mundo foi
construído por graça etc." (Sl 89,3).
Muitas vezes o canto alto da fé está sendo cantado, cito da mesma escrita:
"Creram no Senhor e em Moisés, Seu servo (Ex 14,31). Quando creram em Moisés, (vale a
conclusão do) fácil ao difícil: (que também) ao Senhor (creram). Isso veio para te ensinar que
cada um, que crer no pastor fiel, (é assim) como se creria na palavra daquele que falou e o mundo
chegou a ser
"E creram no Senhor" (Ex 14,31). Grande é a fé com a que os israelitas creram
naquele que falou e o mundo chegou a ser. Pois graças ao que os israelitas creram no Senhor, o
Espírito da Santidade pousava neles e cantaram um canto
(Ex 14,31; 15,1). E assim encontras que
Abraão, nosso pai, herdou este mundo e o mundo vindouro somente graças à fé com a qual cria.
Pois está dito: "E creu no Senhor, e lhe contou-o como justiça (Gn 15,6)
E assim encontras
que os israelitas só graças à fé foram liberados do Egito. Pois está sendo dito: "E o povo
creu" (Ex 4,31). Igualmente diz: "O crente é a quem o Senhor protege" (Sl 31,24).
Antes que me referir ao próximo manejo importante de agulha, o entendimento do versículo 27,
seja enfatizado mais uma vez que é que Paulo também neste trecho, formula expressamente a tese que
lhe importa, que "não há diferença" (versículo 27) entre pessoas judaicas e não-judaicas -
negativamente referente ao pecado, o que antes já expusera pormenorizadamente - positivamente
referente à justificação, o que agora começou a expor. Pelo Ungido Jesus, Deus se mostrou
solidário também aos povos. Esse é o fundo para a pergunta que está no início do versículo 27:
"Onde está então a glória?" Responde com toda a decisão: "Foi excluída." Na tradição
protestante — até ao comentário mais novo na língua alemã do ano de 2003 — essa pergunta
está sendo referida à "fromme Leistung" [obra piedosa]. Segundo esse comentário,
com a pergunta de onde ficaria a glória, está sendo apontado à atitude da pessoa humana, na qual
esta acha que se possa gloriar das suas próprias capacidades, possibilidades e feitos. O judeu (!)
está de opinião de que se possa remeter à Toráh fazendo valerem perante de Deus e das pessoas
humanas obras cujo cumprimento a lei exige, engana-se de fundo, confiando em verdade somente na
sarx", na "carne" caduca e perecível (Lohse, 137).
A opinião atribuída ao Judaísmo está sendo também recusada no Judaísmo. Cito dum midrash:
Se já for preciso que uma pessoa humana diante um rei de carne e sangue se comporte humilde,
quanto mais diante o Lugar (= Deus). E ensinou-se: "Sede fortes como um tigre, rápidos com uma
águia, veloz como uma gazela e corajoso como um leão, para fazer a vontade do teu Pai no Céu."
Então exatamente não se continua: para que te possas gloriar perante Deus, mas antes: "para te
ensinar de que não haja orgulho diante do Lugar (= Deus). Eliya diz: Cada um que aumentar a gloria
do Céu e diminuir a glória própria, aumentará a Glória do Céu e se aumentará a sua própria
gloria; mas cada um que diminuir a Glória do Céu e aumentar a sua glória própria — a Gloria do
Céu ficará no seu Lugar, e a sua glória própria se diminuirá" (Bem 4,20).
Entendida está em Rm 3,27 a glória que Israel tem enquanto lhe foi confiada a Toráh e então
distingue-se dos povos. Tal glória está sendo expressa p.ex. em Bar 4,1-4. Com isso, voltam a
chegar na visão especialmente aqueles mandamentos e proibições que delimitam o modo de viver
judaico de outros. E a esses, Paulo se refere também na continuação explicitamente, quando
pergunta por que aspecto da Toráh a glória, a saber a glória de Israel, seja excluída. Nega
primeiro que ela seja excluída sob o aspecto de que a Toráh exija erga. A tradução de
Lutero: "Pela Lei das obras?" Aqui está, no meu ver, completamente claro que, em ligações do
plural erga ("feitos") com nomos (Toráh, Lei), não pode ser entendido o fazer
bom exigido em geral pela Toráh. Pois podem isso no melhor caso, segundo Rm 2,14-16, também
pessoas não-judaicas, enquanto judaicas, no pior caso, segundo 2,17-24, não fazem. Essa
diferença, Paulo já a tinha despachada, enquanto é que aqui mantém uma referência na qual a
glória não está excluída, a diferença fica.
Ao lado, está conceitualmente notável que Paulo, onde se trata do fazer bom exigido pela
Toráh, não usa a locução erga nómou. Em 2,14, formula ta tou nómou e em 2,15 em
singular to érgon tou nómou.
O texto Rm 3,27 chega a ser transparente e compreensível, quando erga (feitos, "obras")
aqui, como já em 3,30, significa os mandamentos e proibições específicos para Israel, que
perfazem o modo de viver judaico e distinguem de outro modo de viver, são a praxe religiosa. Isso
então quer dizer: Sob o aspecto daquilo que a Toráh exige de Israel em praxe religiosa, a sua
glória não está excluída. Isso é que Paulo afirma aqui explicitamente, e a gente deveria isso
uma vez perceber primeiro. Essa praxe religiosa marca a distinção que fica; nela se manifesta a
especialidade de Israel, a qual Paulo de jeito nenhum põe em questão. Isso é, nesse contexto,
somente um produto à margem. Aqui importa para Paulo explicar que a diferença entre pessoas
judaicas e não-judaicas também sob aspecto positivo está eliminado pela fidelidade do Ungido
Jesus, à qual todos se podem confidencialmente encaixar, experimentando assim justificação,
reconhecimento por parte de Deus. Assim responde à pergunta pelo qual aspecto da Toráh a glória
seria excluída — dou primeiro a tradução literal de Lutero: "pela lei da fé",
parafraseando isso assim: pela Toráh, enquanto ela testemunha a fidelidade de Deus e do Seu Ungido,
almejando com isso também à confiança e fé também de pessoas humanas dos povos. Isso é que
Paulo explica no versículo 28: "É que contamos com que uma pessoa humana seja feita justa por
fidelidade e confiança e independentemente da praxe religiosa exigida pela Toráh." A
confrontação é aqui não aquela de fé e obra, como o quer a visão clássica da visão luterana.
Antes, Paulo assevera às pessoas do mundo dos povos a mesma doação de Deus, a qual valia até
agora para Israel. Só sob essa suposição é que tem sentido que, no versículo seguinte 29, chega
a falar de Israel e os povos no esquema de "não só — mas também". O versículo 28 é, não
a tese central à qual correria o trecho, mas sim somente um resumo do que foi dito antes, o qual
serve aqui como explicação.
Aonde Paulo quer sair e o que no início já foi lembrado com a locução "fora da área da
validade da Toráh", diz agora a seguir. Primeiro no versículo 29: "Ou será que Deus é
somente Deus do povo judaico? Não também dos povos? Sim, também dos povos!" Nessa seqüência
chega outra vez a ser claro que o problema para ele não pende na questão "graça divina ou obra
humana", mas sim que se trata do chegar junto dos povos sem circuncisão. Para ele, o acento jaz
na equiparação escatológica dos povos com Israel operada pelo Ungido Jesus sob o ponto de vista
da justificação ganhada por fé/confiança. Isso expressa no versículo 30. Como é certo que
Deus é único e justificará o povo da circuncisão na base da fidelidade e confiança e os povos
da incircuncisão por fidelidade e confiança.
Concluindo, Paulo reafirma em versículo 31 que, com essa propagação de fidelidade e confiança
não anula a Toráh de jeito nenhum, mas lhe proporciona valer. Judias e judeus devem naturalmente
manter o que lhes foi mandado, inclusive a praxe religiosa específica. Das pessoas humanas que se
juntam dos povos, estão sendo executadas, como Paulo mais tarde em Rm 8,4 formula, "as
exigências de justiça da Toráh". Isso significa o mandado pela Toráh exclusivo dos erga
nómou, a praxe religiosa mandada a Israel.
Até ao capítulo 8 inclusive, Paulo se ocupa com questões que se ligam ao que aplainou a
diferença entre Israel e os povos sob aspecto positivo. A sua argumentação, daí, se deixa fazer
transparente. A isso não me posso não mais referir agora. Queria agora pelo menos esboçar o outro
ponto principal, de que mantém a singularidade de Israel, expondo-a acentuadamente. O que já
aludira em 3,1-3, detalha impressionadamente nos capítulos 9-11. Aponto somente a poucos pontos. Em
Rm 9,4s., Paulo diz dos seus patrícios que não crêem em Jesus:
É que são israelitas, a eles pertencem a filiação, a glória, as alianças, o dom da
Toráh, o culto e as anúncios, a ele pertencem os pais, e deles vem o Ungido segundo a carne.
Paulo não sabe nada da comunidade relacionada a Jesus como de um "Israel verdadeiro"; o nome
de honra Israel pertence aos seus patrícios judaicos. O que diz de Jesus, que seria filho de Deus,
o que diz da pessoas na comunidade que seriam crianças de Deus, isso diz sem "Se e Mas" também
dos seus patrícios judaicos. As alianças e tudo ligado com elas não são esquecidas. O dom da
Toráh é inequivocamente positivo, e o culto significa, segundo o uso antigo, o culto realizado no
Templo de Jerusalém. Tudo aqui especificado é que Paulo tem em vista quando, pelo fim do grande
conexo dos capítulos 9-11 em 11,29, formula: "Irrevogáveis são os dons e a vocação de Deus".
Carismas, dons da graça são o que relata aqui e que compete a Israel, completamente independente
de que crer em Jesus como Ungido por Deus ou não, porque Deus, na Sua fidelidade, não os faz
dependenter do comportamento daqueles aos quais se promete.
"Não será que todos de Israel são Israel?"
Esse é o ponto que Paulo a partir de Rm 9.6 acentuadamente expõe. Afirma primeiro a sua
especificação que acaba por fazer: "De jeito nenhum, porém, é assim que a palavra de Deus
teria chegado a ser caduca." É que o especificado são promissões de Deus, e essas valem.
O entendimento do versículo 6b significa um manejo muito importante de agulha. Normalmente,
lê-se a frase como afirmação. Na tradução de Lutero: "Pois nem todos que se originam de
Israel são israelitas." A partir daí, a interpretação corriqueira é que Paulo diferenciou
dentro de Israel. Mas não acabara de designar os seus patrícios não crentes em Jesus
acentuadamente como "israelitas"? Seria que já tivesse esquecido isso? E também com o contexto
seguinte entrar-se-ia em dificuldades. Caiu-me, faz alguns anos, como escamas dos olhos, que essa
frase devesse ser lida, não como afirmação, mas sim como pergunta retórica: "Não é que todos
de Israel são Israel mesmo?" Naturalmente o são. Todas as crianças de Jacó, que recebeu o nome
de honra "Israel", são israelitas. Assim corresponde ao auto-entendimento judaico. Em Abraão e
Isaac, isso é diferente, como Paulo logo a seguir continua explicando. De Abraão vai a Isaac e
não a Ismael e às outras crianças de Abraão, de Isaac a Jacó e não a Esaú. Exatamente essa
linha é que Paulo redesenha nos versículos 6 a 13 na intenção de fixar a promissões de Deus
somente nEle mesmo e não em endereçados humanos.
No conexo amplo de Rm 9-11, quero-me referir ainda somente a 11,28, onde Paulo toma os seus
patrícios não crentes em vista sob dois aspectos: "A respeito do Evangelho, é que são inimigos
por causa de vós, a respeito da escolha, porém, amados por causa dos pais." Paulo formula aqui
numa construção com "embora — mas", isso é a ênfase jaz na parte segunda, enquanto a
primeira está sendo somente admitida. Em vista ao anúncio de Jesus como o Ungido, Paulo
experimenta a maioria dos seus patrícios como hostil (cf. 2Cor 11,24). Mas, com isso, inicia logo
algo positivo: "por causa de vós". Por trás deveria estar a experiência histórica concreta
de que só a recusa majoritária do anúncio messiânico em Israel deixou essa mensagem vir às
pessoas dos povos. Mas quando se tratar dos seus patrícios judaicos, o Evangelho não é para Paulo
o ponto de vista decisivo. Mais relevante é a escolha por Deus; e aí vale que são e permanecem os
amados por Deus. Paulo não é precursor de Marcião. A história de Deus com o Seu povo é para ele
fundamental, não só a passada, mas também a que continua.
No fim, quero ainda me referir a Rm 15,7-13 mais que entrar neste trechio. Aqui, Paulo oferece um
resuma extremamente comprimido da carta inteira. Segundo o capítulo 14, deviam estar no fundo
discussões sobre a questão de como pessoas judaicas e não judaicas em comunidades se organizam,
sob condições judaicas ou não-judaicas. Ambas as formas foram praticadas; uma unificação era
obviamente não possível. Em vista. E face ao que o fim é o louvor unânime de Deus, Paulo agora
exorta aceiten-se uns aos outros e se acolham. Devem fazer isso "como o Ungido vos aceitou";
então como incorporados no Ungido, como incorporação messiânica. No versículo 8, Paulo olha,
porém, outra vez para além da comunidade, fazendo um pronunciamento sobre o Ungido em relação a
Israel: "É que digo que o Ungido é servo do povo da circuncisão para a mostragem da fidelidade
de Deus, para confirmar as promissões dadas aos pais e às mães." Paulo afirma aqui então de
Jesus como o Ungido uma função diacônica referente a Israel "para a prova da fidelidade de Deus".
O que explicou em Rm 9-11, está sendo aqui levado a um formulação mais breve possível: Deus
mantém fidelidade ao seu povo — independente do comportamento deste. E para esta fidelidade
também está Jesus como Ungido. O faz assim que confirma as promissões dadas aos antecedentes.
Não as cumpriu. São também tudo menos nulas, valem. As promissões dadas aos antecedentes são,
antes de tudo, as promissões de descendência e terra e de vida segura e justa na Terra. Como
Ungido, Jesus é assim servo de Israel, que tais promissões porventura não dissolveu, mas sim as
confirmou.
Considero-o como extraordinariamente importante que Paulo aqui liga com as promissões, não à
categoria de cumprimento, mas sim à de confirmação. Se de Jesus fosse afirmado o cumprimento das
promissões referentes a Israel, isso só seria possível pela retratação da designação de
Israel do Judaísmo existente de fato. Ambas as coisas é que Paulo não as quer obviamente. Quando
então Jesus como Ungido confirmou essas promissões, o que isso quer dizer então para a sua
comunidade, se esta aliás é soma hristou, incorporação messiânica? Não deveria
ela então assumir a sua função servente referente a Israel nesse aspecto, respondendo então pela
validez e realização dessas promissões?
Na vista aos povos, Paulo constata no versículo 9 que louvam Deus pela Sua compaixão a qual
lhes, como o esclarece a citação seguinte da Escritura, foi trazida por Jesus como o Ungido. Com
isso, assume resumindo o que já aludiu no assunto da carta em 1,16 e que, a partir de 3,21, sempre
mais uma vez explicou. Israel e os povos estão juntos no louvor de Deus, a diferença está
eliminada, mas a especialidade de Israel de Israel está sendo mantida. Que os povos louvam está
sendo, no que segue, fundada por uma cadeia de citações da Escritura.
Finalizo com a citação de Dt 32,43 na LXX, uma exortação às pessoas humanas dos povos, que
sinto como a melhor determinação da relação para cristãs e cristãos com o Judaísmo: "Alegrai-vos,
vós povos, com o Seu povo!"
Texto alemão: Den Juden zuerst und auch den Griechen" |
Pedro von Werden, SJ
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