CRISTÃOS E JUDEUS |
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Sobre PeÇaH e PazLionel TraubmanSou um dentista pediátrico. Sei algo sobre “causa de raiz”. Se uma criança de 2 anos tem cavidades em todos os lugares, olho para o seu relacionamento à alimentação e bebidas doces. Se os meus pacientes jovens estiveram pessoalmente turvados, vejo usualmente relacionamentos turvados em casa ou escola. Quando as minhas enfermeiras e eu resolvemos como colaboramos, sentamos primeiro e escutamos cuidadosamente uma a outro. “Sh’MA`, ouve!” é o que o Judaísmo nos ensina. Saúde e a própria sobrevivência, a experiência nos diz, depende de relacionamento. Se aceitarmos o entendimento profundo de Abraão de tudo é um, então sabemos que somos vizinhos para sempre – todas as nações, raças, religiões, espécies. Não haverá nenhum sobrevivente ainda mais. E na minha vida de agir com outros, especialmente adversários, nada substitui o diálogo face à face. Nós judeus e árabes compartilhamos história, pátria e destino. Mas não conhecemos uns aos outros. Raramente tivemos refeições ou conversações sérias juntos. Mas há alguns judeus e árabes – não suficientes – que estão começando a se juntar com os seus “inimigos”. Falam no sério e verdadeiramente conseguem conhecer uns aos outros, em Israel e também em América. Arriscam e criam novos modelos no diálogo, redefinindo o que é possível. Provam que relacionamentos fazem a diferença. O dr. Andrew Bard Schmoolder, judeu e integrador líder do século 20, está preocupado com o modo em que estivemos falando um ao outro em meias-verdades, gritando através de quiasma cultural, perpetuando desprezo um pelo outro numa guerra cultural. Diz que devamos desafiar a nós mesmos para falar uns aos outros através do quiasma. O que me podes ensinar? O que posso aprender de ti? Schmoolder implora todos os lados para escutarem mais cuidadosamente, procurando a verdade sobre as experiências e percepções de vida do outro. Juntos podemos então procurar um nível mais alto de sabedoria, o qual junte peças diferentes da verdade inteira. Descobriremos então um modo melhor e mais compelindo de viver em respeito e parceria. Nessa celebração de Peçah de libertação, talvez mais que já antes, sentiremos a urgência de limitar finalmente a ocupação militar um do outro, multar gente e as matanças terroristas de civis inocentes. Essa cultura de guerra, medo, vingança e desespero é cativeiro para todos. “O que está odioso para ti, não o faças à tua pessoa humana companheira! O restante é meramente comentário.” Essa é é a sabedoria do rábi Hillel faz 2.000 anos, quando perguntado sobre a própria essência da Toráh. A isso o amado rábi Akiba bem Joseph mais tarde nos instrui, simplesmente,: “Ama teu vizinho com a ti mesmo!” Agora, no século 20, com as suas realidades políticas próprias, o rábi Isaac Kook nos deu uma sabedoria cabala contemporânea maravilhosa referente à “identificação expandida”, que todos nós devemos incorporar para trazer o processo da paz à vida para sempre. Esse cientista e místico brilhante está sendo lembrado pela sua habilidade de juntar facções religiosas e sociais batentes. Fazendo harmonia de diferencias aparentemente irreconciliáveis. Nascido em 1865, era rábi-chefe da Palestina até a sua morte em 1935. Tem sido chamado de “Pastor de Ovelhas de Jerusalém”. O “Canto dos Cantos” do rábi Kook é um apelo par comunidade, para cidadãos inclusivos. Conclui: “Não há ninguém que ascende com todos esses cantos em unisom – o canto da alma, o canto da nação, o canto da humanidade, o canto do cosmo – ressoando juntos, combinando em harmonia, circulando no humor da vida, o som do jogo santo.” Se nós, e toda a humanidade, permitirem que sabedoria judaica toque as nossas mentes e corações, isso nos pode mudar e nos dar a coragem para aproximar os nossos relacionamentos diferentemente e melhor. Podemos viver sabendo que haja nenhuma sobrevivência individual. “Nós” significa aqueles que vivem no nosso lado, os nossos vizinhos árabes, com as suas próprias tradições e sabedoria antigas. Devemos agora ter coragem de vê-los e os encontrar como povo. O quê é que posso aprender de ti? O quê será que podemos criar juntos? Retornamos ao país de Israel. Mas espiritualmente não estamos saídos do deserto. No Peçah, é bom recordar como a nosso coragem e paixão por liberdade nos lançou para fora do Egito, e agora estamos sendo levados “em asas de águia” à liberdade, para a finalidade única de ser “um reino de sacerdotes e uma nação santa”. Sacerdotes, naturalmente, levam pessoas mais perto ao mais alto, ao profundo, a Deus. Nós podemos fazer isso. Podemos ser inspiração para o planeta inteiro. Neste Peçah, vamos determinar construir pontes de entender através de quiasmas pessoais e culturais, virando estranhos para serem vizinhos, inimigos para serem parceiros, finalmente libertando-nos da escravatura e das grandes despesas de alienação. O que é antigo e profundo no Judaísmo é, depois de tudo, o que obra na vida cotidiana. Texto inglês: On Passover and Peace Tradução: 27/4/2008 |