CRISTÃOS E JUDEUS |
|
Uma visão para o Médio OrienteChaim NollO Médio Oriente é uma das regiões de crise da terra. O era, visto exatamente, já desde sempre. Cuneiformes sumérios, papiros egípcios, livros históricos bíblicos e outras fontes antigas transmitem-nos as lutas, guerras e batalhas de povos sangrentas da região desde milênios entre babilônios assírios, persas, egípcios, os quais todos eram para algum tempo grande potência dominante, mais tarde seguidos nesse papel pelos gregos e asiáticos da Ásia Menor sob Alexandre o Grande, a seguir dos seus sucessores, selêucidas e ptolomaícos, a seguir por romanos e bizantinos, aos quais seguiram no século sete as tribos nômades do deserto unificadas por Maomé, as quais até hoje – segundo uma palavra aramaica antiga para posição de margem ou zona de limite – se chama de “árabes”. Durante os diversos regimes islâmicos, relativa calma parecia ocasionalmente reinar na região, pelo menos vista da Europa. O Médio oriente se subtraia durante séculos da percepção européia; talvez jaz aqui uma das razões mais profundas da avaliação errada geral de que a crise da região seria de origem recente.1 Antes da viagem de Karsten Niebuhr (1762), viagens de europeus à Arábia quase não são conhecidas. Viagens a reinos islâmicos do Médio Oriente eram recusadas para cristãos durante séculos. Às poucas fontes não moslêmicas da literatura de viagens veja Richard F. Burton. … O autor menciona só três antecessores desde 1500, os quais foram convertidos à força ao Islame (assim chamados renegados); ele mesmo viajou disfarçado de moslim. … Conflitos intra-islâmicos começaram logo depois da morte de Maomé, com o cisma entre shiitas e sunitas irreconciliável, que perdura até hoje, e outras cisões numerosas de dinastias rivalizantes e califados que se combateram um ao outro durante séculos, ismaelitas, fatimidas, ayyubidas, umayyadas, abasidas e outros. O ódio de etnias diferentes entre as quais aversões antigas, embora todas tivessem aceito o Islame, muitas vezes sob violência sangrenta, continuavam e continuam até hoje existindo: entre árabes e persas, entre estes e os turcos.2 … Também R.F.Burton … aponta para que os turcos, com os quais
viajava a Medina, viam o seu orgulho declarado em ignorar em princípio
costumes árabes. … Os hebreus, israelitas, judaicos ou – o nome hoje em uso – judeus jogam desde milênios um papel culturalmente cunhador na região, mas raras vezes um politicamente dominante. Ao contrário, esse povo numericamente pequeno, flexível, simultaneamente ligado à sua tradição, conhecido antes de tudo pela sua força de sobreviver, continuava chegar entre as frentes de grandes potências que se combatiam uma com a outra, p.ex. a Assíria e o Egito, ou a Babilônia e a Pérsia. Ameaça permanente por vizinhos ávidos de poder, expansivos era durante séculos o destino que Israel e Judéia enfrentavam. A própria qualidade de estado é que esses habitantes antigos da região perderam numa insurreição desesperada contra a dominação alheia romana pela virada de tempo cristã; mas, como se mostrou dois milênios mais tarde, não para sempre. Pelos Evangelhos, esse período, o qual quase coincide com o tempo de vida do judeu Jesus e do agir dos apóstolos deste, saiu para a consciência mundial da história. Mas o Médio Oriente era em todos os tempos, também nos menos refletidos, um ponto de intersecção de movimentos de povos. Um cenário de conflitos culturais, lutas pelo poder e guerras. Isso já se fundamenta numa situação geo-estratégica da região, no encontro de três continentes: Europa, Ásia e África, três continentes sobretudo nos quais concepções humanas diferentes se desenvolveram, entre as quais até em nossos dias pouca harmonia existe. A região de deserto do Sinai e Neguev, ponta de terra triangular pendente entre ambos os braços do Mar Vermelho, forma a região de fronteira que separa o continente eurasico da África. É parte de terra geologicamente inquieta, tectonicamente rasgada, traçada por rupturas.3 Nessa região movida, Moisés teria recebido a mensagem do Deus Único, no Qual judeus e cristãos se reportam e Quem os moslins tentaram séculos mais tarde a se apropriar dEle. A apropriação do Deus sinaítico pelas tribos beduinas árabes precipitou o Médio Oriente logo depois em guerras horríveis. O que se chama hoje com a palavra moderna de moda de clash of civilizationes [colisão de civilizações] é neste lugar aqui motivo condutor histórico desde milênios. Perante o fundo dessa história, o estereótipo vulgar de que a discórdia da região teria começado com a re-fundação do Estado de Israel no século vinte, é simplesmente absurdo. Na linguagem usual geral, antes de tudo na mídia, a multiformidade e complexidade dos problemas no Médio Oriente, na maioria dos casos, estão sendo chamadas no singular de “o problema do Médio Oriente”. A construção de singular revela o esforço para reduzir a plenitude imponente do problemático a um conflito básico único, o qual deva servir de cifra para tudo o restante e cuja apaziguação, por conseguinte, seria a solução de todos os problemas da região. Acostumava-se a ver esses conflito básico no assim chamado “conflito de palestinenses”, no relacionamento difícil, muitas vezes violento, entre o novo Estado de Israel e “os palestinenses”. Nisso, já o termo “os palestinenses” já é uma globalização errada, a qual reduz a população árabe em e ao redor de Israel - sobremaneira variada segundo origem, descendência, cultura, religião – a um termo da política do dia introduzido pela PLO de Arafat na década dos sessenta. Um povo desse nome não é conhecido da história. A nomeação foi feita por um movimento político, a qual entrementes se tem desfeito. Entrementes, mostrou-se que “o conflito de palestinenses” é de modo nenhum a chave para a solução de todos ou somente dos problemas essenciais do Médio Oriente. Ele tem por exemplo quase nada a ver com o conflito hoje dominante na região entre o Irã shiita a Arábia Saudita sunita-wahabita. Tem ainda menos a ver com o conflito entra a Turquia e os curdos que vivem no norte do Iraque. Ou com o ódio entre as facções diferentes no Líbano.5 Cf. as afirmações do antigo primeiro ministro libanês Amin
Gemayel: “Rivalidades inter-árabes estão exacerbando a crise política
no Líbano e ameaçando a paz civil no país” etc. … Na verdade, nem os diversos conflitos entre Israel e populações árabes se deixam fixar nessa palavra. A relação de Israel à massa da população árabe é outra do que aquela às organizações de terror. A relação à hamas guiada pelo Irã é outra que à repartição de autonomia de Mahmud Abbas. A isso, há conflitos com palestinenses igualmente em países árabes, p.ex. na Jordânia ou Síria, onde igualmente vivem milhões de fugitivos palestinenses, inquietando os governos de lá – sendo porém obviamente não entendidos com o tópico “o conflito dos palestinenses”.6 Segundo informações UNRWA [United Nations Works and Relief Agency for Palestine Refugees in the Near East] 42% dos fugitivos palestinenses vivem na Jordânia, 22% em Gaza, 16% no Banco Odidental, 10% na Síria e 10$ no Líbano (2001). Estados como a Líbia ou Kuait libertaram-se dos seus refugiados por desterro ou expulsão. Também o relacionamento entre o Egito e os palestinenses de Gaza está tenso e crescentemente violento. Se houver um “conflito de palestinenses”, este está pelo menos tanto um conflito intra-árabe quanto algum entre árabes e Israel. A formula corrente para o Médio Oriente disse até agora que os problemas devessem ser solucionados, não militar, mas sim politicamente. Essa concepção básica está a partir da vista ocidental consistente e fidedigna, porque em sociedades cunhadas por ética bíblica estima soluções pacíficas como mais altas do que violentas. Mas isso é completamente diferente em estados e organizações islâmicos. O Corão mostra referente à guerra uma atitude afirmativa: a condição enaltecida da vida ali é luta permanente para a imposição mundial da “fé verdadeira”. Uma coexistência pacífica com povos vizinhos “infiéis” não está sendo prevista no Corão. Para que, porém, um caminho de solução pacífico possa ter sucesso, todas as partes participantes precisam-se empenhar para tanto. Logo que um movimento derivar os seus fins políticos do mandamento de jihad do Corão como a Hamas, com maior importância um estado poderoso como o Irã dos ayatolás, a concepção ocidental da preferência de soluções de problemas pacíficas, embora desejo magnânimo, será inútil na realidade.7 O documento de princípio da Hamas, O Convênio do Movimento Islâmico de Resistência Hamas (…) deriva a necessidade para o combate e a destruição de Israel de vários versículos do Corão, antes de tudo de 3;11ss, 2;120, 59;13 e outros, bem como de lugares de Hadith. Recorrendo a Corão 8;16, cada recusa de combater o sionismo está declarada como “alta traição” (artigo 32). A conclusão entre mandamentos religiosos do Corão e a destruição de Israel continuam ser acentuadas sempre mais uma vez pelos funcionários. P.ex. nesses dias pelo parlamentar palestinense Yanis El-Astel: “A destruição e o extermínio dos judeus têm justificação legal no Corão.” … Nos dois decênios passados, o Ocidente tentou antes de tudo dois caminhos de solução políticos. O primeiro partiu de que a chave para todos os problemas do Médio Oriente fosse o “conflito dos palestinenses”, tentando apaziguar esse pela criação de dois estados, Israel e Palestina (“Solução de Dois Estados”). Nesse pôr em conta baseia-se a Declaração de Dois Estados das Nações Unidas do novembro de 1947, a qual pela maioria dos estados árabes até hoje não está sendo aceita, porque inclui o reconhecimento de fato do Estado de Israel. O método da (“Solução de Dois Estados”) consistia sob o tópico eficaz nas massas “terra por paz”, na cessão de terra naquele tempo sob ocupação israelense a “os palestinenses”, para por um sacrifício tal levar à cooperação e fundação de estado. A legitimação pelos direitos dos povos dessa estratégia não convence porque, primeiro, a restituição de terra ganha em guerras de defesa não é natural de modo nenhum e, segundo, os respectivos territórios nunca antes pertenciam “aos palestinenses”, mas aos estados vizinhos a Israel Jordânia e Egito. Ambos querem, porém, não mais re-assumir as regiões em questão, porque não se interessam nisso. O Egito está construindo um muro de concreto para manter longe da área do seu estado os palestinenses de Gaza instigados pela Hamas, um meio ao qual antes já o Estado de Israel precisava recorrer. Desde decênios, as nações ocidentais, inclusive Israel, pela construção dum estado palestinense, o qual os próprios habitantes das respectivas áreas obviamente não querem. Como então seria aliás explicável que esse apesar de investimentos gigantescos, concessões exorbitantes, sempre mais uma amabilidade corroboradora pelo lado ocidental não existe até hoje? Bem obviamente, os habitantes árabes de Gaza e do Banco Ocidental não conseguem construir o consenso interno necessário e as estruturas elementares para um estado; e como esses são pressuposições irrenunciáveis duma fundação de estado, também o maior esforço ocidental também não ajuda adiante. Errada era desde o começo a partida ocidental de fazer aos palestinenses uma concessão impensável em qualquer outro lugar do mundo hodierno: a limpeza de judeus da sua área de estado planejada. A afirmação de que um estado palestinense só poderia ser fundado de pois de que as colônias judaicas existentes “evacuadas” carece de qualquer lógica e precedência históricas. A presença de judeus numa área ainda nunca e nenhures era contra a fundação dum estado, ao contrário: desde a antiguidade, inúmeros estados tiravam proveito de minorias judaicas na sua área. A concessão da limpeza de judeus, é que a administração palestinense a entendeu como licença de expulsar também cristãos da sua área.9 Sobre a expulsão dos cristãos nas regiões administradas pela repartição palestinense de autonomia: Ulrich W. Sahm: Cristãos fogem de Belém … Movimentos islâmicos do tempo presente, como a Hamas em Gaza, consideram um estado moderno que deva viver em paz como seus vizinhos, entre estes Israel, não como chance para um futuro melhor, mas sim como impertinência e cadeia para a sua missão histórica. A tarefa dum estado palestinense, é que essa organização a vê muito claramente: jihad, combate contra o Ocidente, destruição de Israel. A área do seu estado precisava estender-se até ao Mediterrâneo, judeus e cristãos não estariam desejados no seu território. Disso a Hamas nunca deixou dúvida, está abertamente escrito na sua Carta, o Convênio do Movimento de Resistência Islâmico Hamas.10 … Articulo 11: “Palestina é Waqf Islâmico (isso é: Doação
Religiosa Islâmica)”. No mais tarde com a retirada das tropas e colonos israelenses da Faixa de Gaza no verão de 2006, o fracasso da concepção “Terra por Paz” se revelou. A cessão de terra aos palestinenses de Gaza levou, não a uma construção pacífica dum estado próprio, mas sim a orgias da destruição, à tomada de poder duma organização fundamentalista de terror, à guerra civil e agressão contra os estados vizinhos Israel e Egito. Também para a população de Gaza, as conseqüências eram negativas. Com a evacuação dos colonos, dezenas de milhares de árabes perderam os seus lugares de trabalho nos estabelecimentos agriculturais judaicos e, com isso, centenas de milhares o seu sustento. Valiosa infra-estrutura foi destruída, área de cultivo agropecuário caía inculta. No caos irrompente as firmas grandes e milhares de bem formados palestinenses a área, médicos, advogados, engenheiros, exatamente aqueles que se precisava urgentemente para uma fundação de estado. Os grupos e milícias terroristas, que desde então mandam não-impedidos sobre Gaza, começaram uma guerra de foguetes contra Israel, a qual sem falta provoca ações contra. A situação da população de Gaza piorou tanto que não poucos habitantes de Gaza desejam a volta das tropas de ocupação israelenses.11 Enquanto o irreal da “Solução de Dois Estados” se prova em conseqüência da falta de interesse pelo lado palestinense os estados ocidentais, a administração americana atual à frente, preferem uma outra concepção política no Médio oriente: a democratização dos países árabes da região para, desse modo, possibilitar uma coexistência do mundo ocidental. Primeiro se estimula naqueles países, que não têm introduzir em geral o proceder de eleições. Também esse proceder parece primeiro não ter muito sucesso. “De Afeganistão até ao Egito”, uma análise do Médio Oriente americana verifica que “em nenhum dos países, nos quais se realizaram eleições no ano passado, a situação se estabeleceu por causa disso. No Iraque, três eleições aumentaram a probabilidade de cair em pedaços ou de guerra civil e trouxe ao poder um governo de amizade ao Irã. No Afeganistão, chefes de droga chegaram em posições de poder importantes. Até as pseudo-eleições na Arábia Saudita e Egito conduziram a aumento de poder de extremistas religiosos. Então havia ainda uma eleição – ou antes uma seleção – do fanfarrão Mahmoud Ahmadinejad no Irã, que fez o país chegar a ser ainda mais radical do que até os mulahs reinantes previram. E agora Hamas nos palestinenses.”12 Um perito alemão do Médio Oriente resumiu: “Quando se deixar moslins religiosos votar, votam em partidos islâmicos. Assim é isso. O Islame não conhece paz nenhuma com “infiéis”.13 Onde se tentar a não importar-se com essa experiência declarando um país uma democracia, não importa como a situação real esteja lá, terminará como no Líbano. “O Líbano”, o primeiro-ministro Sinora de lá proclamou no verão de 2006, “é um modelo para democracia, tolerância e abertura na região”. Essa declaração apareceu em 10 de julho, uma semana antes do começo da segunda guerra do Líbano, provocada pelos ataques por foguetes da Hisballah libanesa contra Israel.14 No Médio Oriente, democracia era grandeza desconhecida e o é, com a exceção única de Israel, até hoje. O introduzir de estruturas democráticas em estados árabes ameaça os hierarcas históricos de sociedades de homens islâmicas, as quais se apóiam em protecionismo tribal, segregação e um código moral que o pesquisador britânico de Islame, sir William Muir, levou à fórmula breve honor and revenge, honra e vingança.15 Mulheres, nessa sociedade, não têm direito de tomar parte na discussão. A constelação intra-social está sendo determinada pelo “desprezo” do outro, que não pertencer ao grupo mais estreito, por razões, sejam estas de raça, religiosas ou outras. As aversões transmitidas entre grupos, tribos, estados geram uma atmosfera de medo permanente. A única solidariedade real dessas comunidades baseia-se na “comunidade dos fiéis” introduzida pelo Islame e da luta permanente mandada a essa comunidade contra os “infiéis”. Onde a luta contra adversários externos estiver sendo impedida, existe o perigo de que a cooperação se perca e desavenças predominem, sejam estas as rivalidades tribais nunca esquecidas da época de jahidiya, aversões étnicas entre povos diversos ou as situações religiosamente motivadas dentro do Islame, como entre shiitas e sunitas. A concepção duma democratização do Médio Oriente está visivelmente impedida por reveses. Levam a pôr em questão o desejo todo, a dúvidas no “universalismo” ocidental, cujos limites se mostraram no Médio Oriente. A “tolerância relativista” do ocidente provou-se, como críticos o verificam, como “impróprio para integrar pessoas humanas duma outra ordem de valores na nossa cultura (…), e a universalização da democracia nos envolve em regiões que não entendemos, e em guerras que não ganhamos.”16 Não obstante tem a concepção da democratização mais sentido do que outras partidas políticas anteriores. Primeiro, não é mais um mero retroceder. Não causa já a priori dano para o Ocidente enfraquecendo o único estado democrático na região como a concepção inútil de “terra para paz”. A devolução não conduziu, como intentado, ao surgimento dum estado palestinense pacífico, mas em vez disso à redução do território israelense, do qual sempre maiores partes chegam a receberem ataque por foguetes por agressores islâmicos. O pôr em perigo Israel, a única democracia no Médio Oriente, está
hoje – também quando nem cada um no Ocidente o entender –
existencialmente perigoso para o mundo ocidental inteiro.17 Perante as forças militantes do Médio Oriente, o Estado de Israel está, geopoliticamente visto, o mais decisivo posto avançado da Europa. O seu enfraquecimento, a sua caída teria conseqüências semelhantes como a caída da Constantinopla sob a pressão de expansão islâmica anterior, a saber a irrupção duma “força destruidora” sobre a Europa, “a qual durante séculos ligará e paralisará as suas forças”.18 Quando a gente seguir a tese do historiador belga Heri Pirenne na sua obre célebre “Mohammed et Charlemagne”, o controle do Mediterrâneo pelos invasores islâmicos era a causa decisiva para o declínio da Europa nos assim chamados “séculos escuros”.19 Porque, a gente possa perguntar, o Ocidente em geral se sente chamado a resolver os problemas do Médio Oriente? De onde esse engajamento, o qual por vezes estimula a impressão de que, de perspectiva ocidental, o centro do mundo? Ao lado das razões geopolíticas, de fazer parar o avanço do islamismo pelos menos nas costas do Mediterrâneo ou do motivo humano de amparar as pessoas humanas que vivem na região sob condições indignas, a gente encontra a causa provavelmente mais importante do entrelaçamento ocidental no bem-estar do Médio Oriente: a precisão de energia dos estados, a incapacidade deles de manter o seu padrão de vida com outros meios do que combustíveis fósseis, petróleo e gás da terra. A partir daí, os estados ocidentais eram até agora permanentemente extorquíveis e, simultaneamente, os países islâmicos presos numa situação: aquela da esquizofrenia entre terra a desenvolver e potência grande. Segundo a sua infra-estrutura, realização cultural, situação de abastecimento da população, porcentagem em analfabetas, situação das mulheres etc., a maioria dos estados islâmicos do Médio Oriente pertence aos países atrasados, mas segundo as suas possibilidades de fazer com o petróleo política grande estão entre os global players, os estados mais influentes no mundo inteiro. O esforço ocidental de manter, no sentido de abastecimento de energia sem dificuldades, o status quo, conseqüentemente também tolerar os reinantes aventureiros desses países, prejudica primeiro aqueles que têm de sofrer sob eles: as populações do Médio Oriente. Além disso, as populações de países islâmicos já tendem para um fanatismo fundado na sua religião e tradição, a uma disposição de agüentar perante os maus, que a nós ocidentais dá a impressão de incompreensível. A situação absurda dos estados de petróleo subdesenvolvidos, mas politicamente sobrepesados alimenta a megalomania dos seus reinantes, empurrando as suas populações empobrecidas numa situação sem esperança. Além disso, a política tímida dos estados ocidentais custa bilhões de dinheiro de impostos dos seus próprios cidadãos. Onde estão as somas de milhões, as quais foram enviadas pela União Européia a Arafat e ao seu regime corrupto onde os bilhões que, até a pouco, foram a Sadam Hussein? Infiltrados em canais escuros, em contas privadas de ditadores, nos arsenais das armas das organizações terroristas. Com uma política tal, a região do Médio Oriente não se pode desenvolver. Os estados de petróleo árabes estagnam na monocultura da sua produção de petróleo no papel de meros fornecedores de matéria prima. Não precisam pôr outras coisas em caminho, ninguém exige deles feitos mais altos de cultura, ninguém faz exigências a eles além de encher os dutos com a matéria preta ensebada, a qual brota das suas regiões secas não desenvolvidas. Permanecem na situação das terras secas de deserto e estepe com as populações que vivem na miséria e camadas sociais superiores corruptas, nas quais os bilhões ocidentais ficam pendurados. Financiam com esses não raramente grupos de terror e jihad. O dinheiro pago pelo ocidente se transforma em grande parte em violência dirigida contra o Ocidente. Onde jaz o ponto arquimediano? Sobre o presidente Bush e a política dele não se precisa ter a mesma opinião, mas levou aos olhos do mundo inteiro aonde um Ocidente dependente do petróleo flutua com necessidade: em direção a guerra. Nessa situação não está somente o Ocidente, também outros grandes consumidores de energia, p.ex. a China, os quais se crescentemente engajam na região por causa do petróleo. Como de costume, aspiram-se soluções míopes, na margem dum status quo faz muito tempo insuportável. Na luta pelas jazidas fosseis de combustível, a Europa Ocidental se podia segurar as reservas de petróleo diante da costa caspiana de Azerbaijão, as terceiras maiores no mundo inteiro depois de Arábia Saudita e o Iraque. Um duto gigante pela montanha alta da Geórgia e paisagens turcas possibilita o transporte à Europa. Até quando? A possibilidade fundamental de ser agredido e extorquido continua. A dependência do ocidente do petróleo aniquila todas as boas intenções de política ocidental para o Médio Oriente, também o princípio de preferir soluções políticas a militares. Mas quando a segurança de combustíveis fósseis não for mais possível sem presença militar, esses combustíveis também serão mais profitável. Já antes da guerra do Iraque teria custado “anualmente dúzias de bilhões de dólares defender os campos de petróleo do Médio Oriente”, escreve uma revista americana.20 … “dezenas de bilhões de dólares anualmente para defender os
campos petrolíferos no Médio Oriente – já antes da guerra no
Iraque”. Por fim, a atenção dos políticos ocidentais líderes e da gente de economia alveja uma terceira tentativa além das concepções políticas ou militares treinadas: a libertação dos estados ocidentais da sua dependência de combustíveis fósseis. Não uma solução rápida “do conflito do Médio Oriente”, nenhumas fantasias duma “paz imediata na região”, nenhumas concessões ruinosas por motivo dessa paz ilusória, nenhuma degradação ulterior dos povos do Médio Oriente, mas sim a superação desse problema básico de energia. Para isso, está chegando a ser tempo por outras razões, antes de tudo biológicas. Cada criança sabe hoje que os combustíveis derivados de petróleo destroem ar , água e atmosfera, que o nosso ulterior perseverar neles é um crime no futuro. Rudolf Diesel fazia andar os seus primeiros motores Diesel com combustível de óleo de amendoim, o primeiro carro de Henry Ford andou com etanol.21 Só pelo fim do século 19 descobriu-se a bênção do óleo fóssil, uma bênção, a qual cem anos mais tarde se provou como maldição. Combustíveis biológicos são, não descobertas novas, mas sim a volta a algo conhecido faz muito tempo, do fazer andar motores com álcool o qual, por fermentação biológica, está sendo obtido de plantas. Fala-se também de “combustíveis que voltam a crescer” (combustível renovável), porque plantas sempre podem ser cultivadas de novo. Acrescenta-se energia solar e elétrica, cuja transformação para força de propulsão de veículos e aviões está chegando crescentemente a ser mais efetiva. O grau relativamente baixo de efeito dessas máquinas tem legitimado, apesar de dúvidas crescentes e valores de matérias danosas em explosão, ainda por algum tempo, mas também isso é tempo passado. Em alguns países, a necessidade de óleo por combustíveis biológicos podia ser notavelmente baixada. O Brasil, como primeiro país do mundo, se fez nesse caminho totalmente independente de importação de petróleo. Durante o embargo de óleo na década dos setenta, o governo brasileiro começou a mudar os costumes de energia do seu país; já dez anos depois quase todos os carros no Brasil andavam, em vez com a gasolina costumeira, com álcool. A planta para a obtenção de etanol em milhões de hectares do país gigante cultivada é a cana-de-açúcar. Preços aumentantes de cana-de-açúcar, porém, conduziram na década dos noventa a uma crise de abastecimento com etanol, porque os proprietários das plantações de açúcar preferiam vender o açúcar ao estrangeiro, em vez de o fabricar para etanol. A conseqüência era uma volta vasta a carros de gasolina. Apesar disso, os brasileiros não se quiseram outra vez entregar à graça dos regimes de óleo do Médio Oriente, investindo numa solução científica prudente: o desenvolvimento dum motor que possa mudar entre ambos os combustíveis, benzina e álcool. Flex é que se chama essa espécie de motor de combustão, o qual desde 2003 está usual no Brasil e hoje domina: 85% de todos automóveis do país se pode abastecer tanto com gasolina como também com álcool. Como o litro de álcool no Brasil desde anos está consideravelmente mais barato que um litro de gasolina (o etanol custa atualmente cerca 60% do preço de gasolina), a maioria dos veículos brasileiros desde anos não mais queimaram gasolina. Na margem seja posta a pergunta: Como o motor Flex já faz cinco anos eu foi desenvolvido, e isso pela repartição de pesquisa de Volkswagen-Brasil, e Volkswagen vende os seus carros no mundo inteiro – porque então modelos movimentados por etanol não foram oferecidos no mundo inteiro? Obviamente custa esforços infinitos mover o serviço de energia da maioria dos estados, treinado em petróleo, numa outra direção. No que se refere as possibilidades científicas, vivemos faz muito tempo na época pós-petróleo. O fixar-se ulterior a combustíveis fósseis jaz no interesse da indústria de petróleo, em aliança nefasta com os regimes de petróleo do Terceiro Mundo. Um grupo pequeno de pessoas humanas. A parte imponente da humanidade tem razões suficientes de se liberar da tirania do petróleo. Seria um alivio do planeta terra. O modelo brasileiro levaria também a um retrocesso salvador dos valores de matérias nocivas: a emissão de gases de estufa na produção e uso de etanol é ali menos que a metade (44%) daquela de gasolina. Apesar disso, a primeira geração de combustíveis biológicos não
se mostrou ainda como a ratio última. Outros países seguiam ao modelo
brasileiro, mas cultivaram para a obtenção de Etanol plantas que
correspondiam ao clima de lá; por exemplo nos EUA – onde o estado
anima para a produção de combustíveis biológicos e a subvenciona
muito – preponderantemente grão e milho. Como se mostrou, resulta
nessas matérias primas no processo da obtenção de álcool outra vez
muito dióxido de carbono, sendo a emissão de matérias danosas somente
16% menor que na fabricação e uso de gasolina22. A corrida entre a necessidade de combustíveis biológicos e a de alimentos se dá, a isso, num planeta, cuja área de cultivo agrícola se está drasticamente reduzindo. A terra se encontra num processo de tornar-se estepe ou, como o termo usual internacional diz, desertificação. Segundo indicações estatísticas das Nações Unidas, aproximadamente um terço da área global de cultivo precisava ser abandonado por causa de erosão do solo. Entrementes, a metade da área global de cultivo está ameaçada disso23. O único caminho de usar as vantagens de combustíveis biológicos, sem reduzir o cultivo de alimentos, é o deixar ao lado todas as plantas comestíveis, ainda melhor: da todas as áreas adequadas para o cultivo de plantas comestíveis. A solução do problema jaz na obtenção de combustível de plantas que não são doadoras tradicionais de alimentos:: gramíneas de estepe, árvores de crescimento rápido ou algas. “Começo, ligado com veículos mais efetivos e instituições sociais mostradoras de boa vontade”, o magazine científico National Geografic escreve, “poderia fazer caduca a nossa necessidade de gasolina até o ano de 2050”.24 Como agora, aliás, a metade da área continental terrestre se torna estepe ou chegou a ser deserto e as regiões secas e estepes continuam se expandindo – por ano aproximadamente por uma área que corresponde ao território da Alemanha – é natural utilizar as novas estepes e meio-desertos usar para o cultivo de combustíveis biológicos. Tais áreas há hoje sobre toda a terra, não só na África, no Médio Oriente ou Ásia, também em territórios do mundo ocidental, por exemplo no sul da Europa ou na Califórnia (ali muitas vezes em conseqüência de catástrofes de tempestades, p.ex. dos incêndios de florestas e moitas) ou na América do Sul (onde o desmatamento das mata tropicais levou a áreas imensas de seca). Pelo cultivo de plantas de estepe áreas desertas, as quais são alqueivadas perigosas pela sua desertificação progressiva, estariam sendo passo por passo re-cultivadas e simultaneamente correspondentes à necessidade crescente de combustíveis biológicos. Aqui se tocam duas disciplinas científicas do futuro : pesquisa de deserto e a pesquisa dos combustíveis biológicos. O primeiro país europeu, que pela plantação de grandes florestas tanto na África faz uma contribuição contra a desertificação como também começa a resolver os seus próprios problemas de energia, é a Suécia. Até o ano de 2020, a Suécia quer ser independente de óleo e gás. “A sua necessidade para calefação e eletricidade, a Suécia a cobre já hoje essencialmente com força de água, dois carvoarias atômicas (desbotantes), madeira, detritos de madeira, cada vez mais vento e biomassa, cada vez menos óleo e muitíssimas usinas de força em bloco ligadas a empreendimentos industriais” 25 … Móvel sem óleo, a Suécia se desenlaça da dependência de combustíveis fósseis, substituindo-os pela segunda geração de bio-álcool … O próximo projeto grande para a superação da “mania de óleo” é o cultivo de grandes florestas na Tanzânia, em áreas de terra que, aliás jazeriam incultos. Segundo informações da National Geographic Society americana, foram no tempo mais recente investidos cerca de setenta milhões de dólares em “energia que volta a crescer”. A administração Bush, por si ligada com o lobby de petróleo, mudou de curso proporcionando duzentos milhões de dólares para o desenvolvimento de novos combustíveis biológicos. No National Renewable Energy Lab em Golden, Colorado, cientistas americanos trabalham antes de tudo na transformação de gramíneas de estepe em celulose, para dessa obter etanol 26. … Plantas preferidas até agora: switchgrass (panicum vigatum), buffalo grass (Buchloe dactyloides), Sudangrass (Sorgum Sudanese), cânhamo ou Miscanthus. Ao contrário disso, os cientistas do Jacob Blaustein Institut para pesquisa de deserto em Sde Boger, Israel, preferem árvores de crescimento rápido, cujas folhas e galhos podem ser empregados para celulose, sem destruir a planta como tal e os bio-sistemas gerados por ela gerados no solo. Vêem, no cultivo em grandes áreas de gramíneas de estepe, o perigo de que áreas de cultivo, depois da colheita, possam outra vez cair na erosão. Para conseguir o segundo efeito de combustíveis biológicos, a revitalização de terra seca, os cientistas do Instituto Blaustein se esforçam para cultivar árvores de crescimento rápido no deserto de Negeb, sem irrigação artificial, segundo os métodos de quedas de água conhecidos de textos antigos, usados pelos israelitas antigos e mais tarde pelos nabateus.27 … Aposta-se antes de tudo a árvores de crescimento rápido, das quais se corte as partes, galhos, ramos e folhas, para transforma-los em celulose, uma espécie de podar radical, a qual não faz mal a essas árvores. Na fazenda de experimentação Mashash Tsomet há Negev estão sendo alcançados “bons resultados sem irrigação artificial”. Cientistas da Universidade Ben-Gurion em Beer Sheva examinam até possibilidades de extrair a massa necessária para celulose de lixos agriculturais (agricultural waste), lodo de águas de esgoto (sewage sludge) ou sargaço.28 Como grande esperança nessa área do combustível biológico estão sendo consideradas algas, cultivadas em instalações de alta densidade sob aproveitamento da energia solar, para o que – como lugar de sistemas gigantes de tubos ou construções de lagos – regiões de deserto se prestam igualmente. Como organismos que fotosintetizam, algas não soltam ácido sulfúrico, não são tóxicas e podem rápido ser decompostas biologicamente, produzindo na mesma área até trinta vezes mais combustível que o bio-óleo tradicional. Cientistas americanos vêem aqui uma chance real de fazer os Estados Unidos, até hoje precisando de importação de combustíveis fósseis, em tempo determinável independentes em economia de energia.29 Também em Israel há as primeiras fazendas de algas, que produzem combustível sem gases de estufa. Até o foco Abu Dhabi no Golfo Pérsico planeja com a ajuda de fazendas de algas e outro cultivo a saída pouco a pouco da dependência de petróleo, primeiro uma cidade de deserto plenamente abastecida por “energia renovável”, Masdar, modelo para o futuro, “quando um dia o óleo parar de fluir”. Quinze bilhões de dólares o governo do estado de óleo, como o xeque Mohamed Bin Zayed Al Nahyan anunciou, quer investir no projeto de bioenergia.30 … “Abu Dhabi está investindo bilhões de ganhos em óleo e gás para se tornar líder mundial em energia renovável.” Combustíveis biológicos são um dos caminhos de redimir o mundo moderno da nefasta dependência do petróleo. Simultaneamente foram alcançados, no tempo mais recente, progressos decisivos na transformação de energia solar em corrente elétrica e produzidas as primeiras baterias recarregáveis para eletro-carros.31 Em Israel, está sendo construída atualmente, pela Reinault-nissan, a primeira fábrica para a produção de carros eletricamente movidos, a qual deve em 2010 começar com a produção em massa. Esse eletro-carro baseia-se no patente dum engenheiro israelense, que desenvolveu uma bateria economicamente efetiva, rapidamente recarregável. A produção em massa de eletro-carros começou em quantidades crescentes e em eficiência crescente, combustíveis biológicos estão sendo produzidos. A independência do petróleo não é sonho, começa a chegar a ser realidade. A liberdade crescente do Ocidente logo chegará percebível. Em novos partidas para a política do Médio Oriente. Vai ser possível contemplar a região sem a histeria até agora, sem receio do poder aparentemente imperturbável dos regimes de petróleo. Poder-se-á tomar em consideração um futuro, além dos conceitos passados, livre de preconceitos costumeiros, aberto para a situação real das pessoas. Será possível pôr em questão regimes despóticos, resistir a eles, seguindo as próprias idéias de humanidade. O estado dos judeus no Médio Oriente continuará existindo, judeus e cristãos terão permissão de viver na região sem precisar temer pela sua vida. Também para os povos islâmicos, a situação só pode melhorar. As mulheres e crianças dos moslins descobrirão possibilidades que lhes a religião atrasada negou até agora. Notas literárias 1 a 31: no fim do texto alemão!
|