CRISTÃOS E JUDEUS |
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Santificado seja Teu NomeFritz VollA tetragramação YHVH é o nome hebraico sagrado de Deus, que foi revelado a Moisés junto com o seu significado, o “programa” do chamar e relacionamento com Deus especiais de Israel, o qual cristãos devem aprender a respeitar (Êxodo 3,14). Desde que o hebraico era escrito sem vogais, os quatro consoantes YHVH não contêm chave para o seu pronunciar original. No Israel antigo, o nome foi pronunciado somente no Templo, e só em certas ocasiões (p.ex. no Yôm Kipur [Dia de Reconciliação]). Hoje, judeus observantes não pronunciam o nome, no lugar outros nomes de Deus estão sendo substituídos. P.ex. Senhor (hebr.: ADONÁI). A maioria das traduções cristãs da Bíblia substitui o tetragrama por SENHOR. No entanto, na ciência contemporânea e em algumas traduções cristãs da Bíblia (a Católica Bíblia de Jerusalém) o tetragrama está sendo apresentado por “Yahweh”, e em traduções inglesas antigas (King James Bible) até por “Jehova”. Em algumas traduções novas, o tetragrama mesmo está sendo usado. Todas essas leituras são ofensivas para muitos judeus. Ouvem cristãos – muitas vezes até na sua presença no diálogo cristão-judaico – pronunciar esse nome especial divino, o qual eles mesmos nunca ousariam a pronunciar. Judeus ortodoxos escreveriam G-d em reverência ao nome divino. Em 29 de junho de 2008, a Congregação Vaticana para Veneração Divina e os Sacramentos editara uma carta de duas páginas a conferências episcopais ao redor do mundo que era assinada pelo cardeal Francis Arinze, prefeito da congregação e o arcebispo Malcolm Ranjith, secretário. Disse em parte: “Por diretiva do Santo Padre, de acordo com a Congregação para a Doutrina da Fé, essa congregação … o julga conveniente comunicar às conferências dos bispos … como se refere a tradução e a pronunciação, num cenário litúrgico, do nome divino no sagrado tetragrama.” A carta lembrou as conferências do documento da congregação de 2001 sobre traduções litúrgicas “Liturgiam Authenticam” que declara que “o nome do Deus onipotente expressado pelo tetragrama hebraico e reproduzido em latim pela palavra ‘Dominus’, esteja para ser reproduzido para qualquer vernácula por uma palavra equivalente no sentido.” A carta continuou: “não obstante uma norma tão clara, em anos recentes a prática de pronunciar o nome próprio do Deus de Israel se moveu para dentro. “A prática de vocalizá-lo está sendo encontrado tanto no ler de textos bíblicos tomados do lecionário, bem como em orações e hinos, ocorrendo em diversas formas escritas e faladas”, incluindo Yahweh, Jahweh e Yehovah, Jehova. Numa carta aos seus co-bispos de 8 de agosto de 2008, escrita pelo bispo Arthur J. Serratelli de Paterson, N.J., presidente do Comitê dos bispos dos EUA sobre Culto Divino, declarou as nova vaticanas “diretivas sobre o uso do ‘nome de Deus’ na sagrada liturgia”. Disse que as novas diretivas iriam ter “algum impacto no uso de peças particulares da música litúrgica no nosso país”. Cantos que usem “Jahweh” terão de ser revisados. A gente poderia só desejar que as Igrejas protestantes seguissem esse exemplo, revisando as traduções da Bíblia e de hinos que usam Jahveh ou até Jehovah como reprodução do nome de Deus de Israel e, só através de Israel, o Deus também da Igreja. Hinos como “Guia-me, oh Tu grande Jehova” estão ainda cantados como grande entusiasmo em milhares de igrejas. Editar tais antigos, maravilhosos hinos, amados por milhões de cristãos através das gerações e muitas vezes traduzidos para muitas outras línguas causaria, sem dúvida, muita agonia. Mas iria ser um dos atos de arrependimento por séculos de anti-judaísmo cristão e desrespeito dos nossos parentes judaicos, sendo certamente um dos ‘sacrifícios’ que um entendimento teológico novo do nosso relacionamento com o Judaísmo demanda Quando uso a palavra ‘sacrifício’ não posso evitar pensar nos milhares de judeus que deram as suas vidas em países ‘cristãos’ pela santificação do nome de Deus, enquanto nós cristãos justamente orávamos na oração judaica de Jesus, “santificado seja o teu nome!”. Está no tempo para agir em nossas orações e nos entendimentos teológicos. Texto inglês: "Hallowed be Thy Name" Tradução: 12/8/2008 |