CRISTÃOS E JUDEUS |
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Abraão pode ser o ponto de partida para uma experiência compartilhadaJonathan MagonetTodas as três religiões monoteístas se viraram a Abraão para os seus assuntos particulares. Tanto a Cristandade como o Islame, procurando ligar-se àquela revelação original, foram a Abraão. Para o Islame é isso porque ele é o primeiro crente e, no seu entender, um duma série de profetas do período bíblico, mais tarde incluindo Jesus, que são portadores da palavra divina e precursores de Maomé, o último dos profetas. Além disso, Abraão existia antes da criação do povo judaico, que tinha o que moslins consideram uma como visão estreita e exclusiva de quem pertence dentro da aliança com Deus. Através de Ishmael, a outra linha de descendente, os moslins podem encontrar o seu elo direto com Abraão e uma fé universalista maior que possa incluir o todo da humanidade. Para cristãos, seguindo Paulo, Abraão predata o dar da Toráh no Sinai e todos os requerimentos de cometimento à lei. [Anterior a essa alocução, o rábi Magonet apontou à judaicidade de Jesus como evidente das narrativas sobre a sua vida e o relato do seu pregar e ensinar. “De fato, a genealogia de Mateus (1,1-17) esclarece a sua descendência de Abraão geração por geração.”]Para judeus, é significante que Abraão está sendo chamado de ABRòHóM ABINU, “Abraão nosso pai”, enquanto Moisés é MoShéH RaBêNU, “Moisés o nosso professor”. Desejamos virar a ênfase na descendência biológica, desde que somos tanto um povo como uma comunidade de fé. Aqueles que se converterem ao Judaísmo recebem o nome BEN ou BAT ABRòHóM ABINU, “filho ou filha de Abraão, nosso pai”, como se fossem literalmente adotado(a)s para dentro da família. No entanto, grande como Abraão é, o seu legado não está sem problemas. Todas as três tradições tiveram de elaborar o seu relacionamento com a história do por pouco sacrifício do seu filho, seja este Isaac ou Ishmael. Todas as três estão sendo forçadas, pela autoridade de Abraão como figura central nas suas respectivas tradições, para justificar o seu ato. Todas as três podem encontrar a sua submissão à vontade de Deus, até em degrau tão extraordinário, louvável, é comportamento modelo de fato. Felizmente, a criança não está sendo realmente sacrificada, embora a Cristandade queira ver na morte de Jesus o cumprimento último do seu ato de fé. Judeus medievais, sofrendo da matança em massa que acompanhavam as Cruzadas, reivindicaram que fossem testados ainda mais que Abraão, porque Isaac vive, enquanto as suas crianças fossem de fato matadas por causa da sua lealdade à sua fé ancestral em Deus. Moslins podem enfatizar submissão à vontade de Deus como valor absoluto; de fato, a própria palavra Islame está sendo entendida para carregar precisamente o sentido de “submissão”. Modernos podem ler o recado bíblico como protesto contra a prática contemporânea de sacrifício de criança. No entanto, marcaria o ponto de que a versão da Bíblia não apresente a chamada de sacrificar Isaac como um teste. A leitura convencional é que a disposição de Abraão para matar seu filho é prova de que passou o teste. Mas esse é o mesmo Abraão que está para ensinar os valores de vizinhança e justiça ao mundo, inculcando esses valores aos seus descendentes. Com essa tarefa na mente, possa ser entendido que Abraão falhou o teste, permitindo a sua obediência a Deus sobrepujar a sua própria compaixão e moralidade humanas. De fato, é possível ler para dentro do texto o horror de Deus de que Abraão era preparado para ir todo o caminho, esperando até o ultimíssimo momento que Abraão fosse recusar. Só a intervenção urgente do anjo, quando a faca estava mesmo a descer, salvou Isaac! Paradoxicamente, é Deus que tinha prevenir que Abraão chegasse a ser tão Deus-intoxicado que fosse até a assassinar no nome de Deus! Outros assuntos contemporâneosHá outras passagens [sobre Abraão] na Bíblia Hebraica que têm significância para assuntos contemporâneos entre as três fés. Um exemplo positivo é o encontro entre Abraão e Melquisedec, o sacerdote de Salém, o qual representa o primeiro diálogo inter-fés respeitoso. Melquisedec venera ÊL ELYÔN, o “Deus mais Alto”, e Abraão reconhece nisso o seu próprio Deus único, tanto que o nome ÊL ELYÔN chegue a ser incorporado na liturgia judaica. Outro exemplo está mais desafiante. Isaac e Ishmael encontram-se outra vez quando se reúnem para enterrar Abraão, o que é lembrador dos elos familiares que nos ligam, mas também das nossas responsabilidades compartilhadas. Mas só temos de relembrar que isso tomou lugar na cidade de Hebron para perceber quão complexo e carregado o relacionamento possa ser, particularmente quando o assunto de terra, propriedade e herança está entre nós. Hão ficando muitas lições e valores que precisam ser explorados quando envolvermos o nome de Abraão.Talvez a única conclusão que possamos alcançar é que todos nós possuamos Abraão no nosso modo particular. Mas ninguém de nós o possui exclusivamente. Mas o que ainda é mais importante ainda que as nossas reivindicações particulares, é reconhecer que precisamos encontrar pontos de contato, de compartilhar e respeito mútuo entre as nossas três fés monoteístas por causa da nossa sobrevivência coletiva. Abraão nos oferece um ponto de referência compartilhada ao passado. A variedade de interpretações diferentes dentro das nossas tradições respectivas, pode falar ao nosso relacionamento presente, tanto positiva quanto negativamente. Interpretações futuras serão necessárias que nos vão permitir ou chegar mais perto um do outro ou de fato definir em modos aceitáveis e respeitosos as nossas diferenças. A retidão e justiça que Abraão é para trazer ao mundo pertencem a nossa tarefa e responsabilidade compartilhadas como os seus descendentes, sejamos físicos ou sejamos espirituais. E a bênção que é para ser compartilhada por todas as famílias e de todas as nações do mundo é a promissão e a esperança de que ainda é para ser alcançada, mas uma que todos nós aspiramos. Texto inglês: Abraham can be the starting point for a shared experience |
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