CRISTÃOS E JUDEUS |
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Misteriosa “essência da mulher”Norbert Sommer
Está sempre mais uma vez surpreendente o que líderes eclesiais masculinos se permitem quando julgam sobre “a essência da mulher” e “a dignidade da mulher” quando dão para isso conselhos e instruções. Um exemplo especialmente absurdo é que forneceu – exatamente ao prelúdio do primeiro congresso de mulheres no Vaticano – o arcebispo russo-ortodoxo Vinzenz de Ekatarinburg, que se atreveu a dizer: “mulheres se deveriam tomar tempo para a oração antes que pintar a sua face perante o espelho. Make-up encobre a beleza natural de mulheres. Beleza genuína vem de dentro, da alma.” Já antes, o cardeal peruano Juan Luis Cipriani Thorne declarara que “determinados grupos feministas” não prestariam um serviço bom às mulheres: “Precisamos entender em todas a profundeza em que a mulher se destaca na sua essência… Então perceberemos que, em nome da defesa da mulher, estão sendo reduzidos uma série de valores maravilhosamente bonitos, p.ex. a maternidade.” E o quê é que esses “determinados grupos feministas” são em vez disso? Revoltam-se: nos meados de janeiro 500 demonstraram diante o monte de Atos contra a prescrição de quase 1000 anos de que só peregrinos masculinos dessa república de monges deveriam pisar nesse monte santo. Seis mulheres que saltaram por cima dessa sebe foram presas. Mulheres católicas ignoravam conscientemente a proibição pronunciada pelo papa João Paulo II de nem sequer discutir o sacerdócio de mulheres, é que algumas deles se ordenar entrementes, apesar da conseqüência inexorável de Roma, ordenar para sacerdotisas. Até à ordenação de mulheres na Igreja Anglicana, a liderança da Igreja Católica reagia ofendida e aborrecida, com isso o diálogo e a ecumena chegariam a serem postos em perigo. “Anúncio de sucesso”: Mulheres no VaticanoTalvez para despistar do ponto de disputa espinhoso do sacerdócio de mulheres, em Roma não se descansa em apontar a supostos déficits, mas de preferência ainda a sucessos em assuntos femininos não referidos a ofício. Assim, faz pouco, o padre Eberhard von Gemmingen SJ, o diretor do programa em língua alemã da Rádio Vaticana, exigiu que “a essência da mulher”, o gênio feminino, precisasse no Vaticano ser valorizado mais. Aí, havia poucas demais mulheres, embora fosse que essas vissem e julgassem muitas questões diferentemente que a gente eclesial masculina. Entrementes teve motiva para alegria, porque o Vaticano e a Conferência dos Bispos Alemã se decidiram para uma chefa no “Osservatore Romano” alemão. Que em seguida também ainda o papa Benedito XVI pessoalmente pediu ao diretor do jornal vaticano “Osservatore Romano” para uma “atenção especial para as contribuições de colaborantes femininas”, muitos consideraram como igualmente revolucionário como a estréia que em 27 de janeiro um ser verdadeiramente feminino, uma moça italiana jovem, apareceu na janela do apartamento papal acima da Praça de São Pedro – na qual antes se mostraram só os papas para o Angelus dominical -, para falar de lá na ocasião do “mês para a paz” organizada pela Ação Católica. A opinião divulgada de que mulheres no Vaticano estejam sendo empregadas no Vaticano só para limpeza ou no secretariado, é que o livro “Mulheres no Vaticano” tenta a refutar. A autora Gudrun Sailer sabe relatar que desde alguns anos há também mulheres altamente qualificadas no ambiente do papa, a saber: “primeiro presidentas de academias papais, duas teólogas no grêmio teológico de consulta da Santa Sede e uma socióloga de religião como número três na Congregação de Ordens. … Há uma perita de direito eclesial na Congregação de Fé, uma funcionária social formada, muito capazitada…” Mas segue logo o aditamento: “Não são lutadoras. Porque são prudentes o bastante para saber que lutar não leva a lugar nenhum. Nenhuma das mulheres de Vaticano queria ver sacerdote feminina ou uma mulher como cardeal.” Muitas mulheres importantes, como a santa Birgitta da Suécia e Catarina de Siena não teriam nenhum ofício na Igreja, sendo apesar disso mais importantes que muitos papas, lhe disse uma superiora nos Jardins Vaticanos. (Com isso. Repetiu quase literalmente o que Benedito XVI pronunciara na sua primeira entrevista de televisão no agosto de 2006, só que ele mencionou também Hildegard von Bingen. A isso, G. Sailer acrescenta um exemplo atual: “Ingrid Stampa, a confiada do papa Benedito. Uma mulher muito inteligente, a qual se retrai muito a si mesma. Trabalha formalmente no Secretariado de Estado, mas realmente importante é como conselheira de Benedito.” Entendida está a professora anterior de música que governava a casa do cardeal Joseph Ratzinger desde 1991, mas também executava trabalhos de secretaria e traduções, cozinhava para ele bajuvária e italhanamente, depois da sua escolha para papa organizava a mudança, continuando primeiro governando a casa. Mas em seguida deveu ser “transferida” para a seção alemã do Secretariado, porque o “aparato vaticano” exerceu pressão para substituí-la por quatro freiras, já que ela se deveria ter pronunciado incautamente demais sobre a sua amizade com Benedito XVI … Quase simultaneamente, a irmã Pascalina Lehnert, a governante de casa do papa Pio XII, numa biografia por Martha Schad, foi declarada como “serva poderosa de Deus” e “mulher poderosa no Vaticano”: “Ela tinha o poder de admitir audiências ou impedir visitas ao papa … Esperava ele depois de audiências públicas, para desinfetar a sua mão direita e seu anel de pescador beijado por centenas de pessoas”. Toma-se ainda o anúncio de sucesso de que no culto ao 80º aniversário do cardeal Friedrich Wetter foram vistas “duas mulheres nas cadeiras de coro”, parece então que as mulheres est5ejam propriamente bem na Igreja. Distrair da questão de ofíciosO quê é que então quer o lamento sobre injustiça e falta de direitos iguais? Para o quê então o primeiro congresso de mulheres no Vaticano era em real necessário? “Mulher e homem – a pessoa humana na sua plenitude” dizia o moto desse encontro de 260 mulheres, organizado pelo “Conselho Papal para leigos” do 7 a 9 de fevereiro em Roma, na ocasião do 20º aniversário do escrito apostólico “Mulieris Dignitatem” do papa João Paulo II. A escolha de participantes ficou tão misterioso como resultados concretos desse encontro, no qual obviamente deviam ser fortalecidos especialmente o “gênio da mulher” e “o grande respeito pela vocação maternal” da mulher pelo papa daquele tempo. Embora a peruana de 39 anos Rocio Figueroa, uma “leiga consagrada”, dirige a repartição “mulheres” no Conselho de Leigos, declarou numa entrevista com a Radio Vaticana que não se teria sentido chamada para a vida familiar, a emissora falou a isso na introdução sobre o congresso de mulheres como “a ‘criança’ dela com que ela andasse prenhe faz quase dois anos”. Dessa “mãe” é que se ouvia a seguir só coisa acalentadora: “Claro, a Igreja é hierárquica, e a sua hierarquia está ligada à à ordenação sacerdotal.” Naturalmente isso não significaria que as mulheres não pudessem participar da responsabilidade. Longe da realidade a sua afirmação de que na Igreja nunca um sozinho teria que dizer as coisas. Também a cooperação aconteceria por fim em time – com leigos. Finalmente não estaria para ser passado por cima de que na Igreja, e também no Vaticano, haveria cada vez mais mulheres com responsabilidade. A mulher precisaria além disso espaço na publicidade, “naturalmente sem rejeitar o dom da maternidade”. Na Igreja, a presença feminina estaria forte desde sempre: “A igrejas estão sempre cheias de mulheres.” Essas, porém deveriam aprender melhor a sua missão como leigas. Uma verdade trivial com uma conclusão pouco clara. Enquanto o secretário do Conselho de Leigos, o bispo curial Josef Clemens escolheu o argumento barato de que “estreitamento à questão do oficio” não conduziria a discussão de hoje para frente, a senhora Figueroa, por sua vez, desviar da questão de ofício, com o apontamento certo, mas ineficiente na prática: “Quando hoje falarmos de Igreja, é que pensa-se ainda freqüentemente demais exclusivamente no clero, nos sacerdotes e bispos. Mas os leigos são igualmente chamados a construírem a Igreja.” O monopólio de clérigos que voltou recentemente a ser acentuado (p.ex. a proibição de leigos pregarem, quase não mais emprego de referentes pastorais) aponta para uma direção completamente diferente, assim que também o pronunciamento de papa, presunçosamente formulado voluntária ou involuntariamente pelo serviço arce-conservativo de imprensa “kreuz.net”, deveria ficar um ilusão: “Benedito XVI crê que as mulheres mesmas, com o seu brio e a sua força, com a sua preponderância, com a sua potência espiritual saibam procurar o seu lugar.” Qual lugar entendeu com isso, a gente não ficou sabendo. Certamente, já tinha antes excluído os lugares mais importantes, quando declarou numa entrevista de TV: “Sabeis que, na base da fé e da constituição do colégio dos apóstolos não nos sentimos autorizados a conferir a ordenação sacerdotal a mulheres”, acrescendo logo depois que, para mulheres em ofícios eclesiais, especialmente no Vaticano, haveria um problema jurídico, porque a jurisdição, isso é a possibilidade de tomar decisões juridicamente obrigatórias, estivesse ligada ao sacramento de ordenação. Que se pudesse isso naturalmente mudar – já que o direito eclesial já muitas vezes experimentou mudanças – ficou sem ser mencionado. Quem estranha que, face a tais bloqueios, o pronunciamento da filósofa Hanna-Barbara Gerl-Falcovitz, que ensina em Dresden, de que a questão de ofícios estaria na agenda, se fez escutar primeiro? Num olhar mais de perto porém, podia dificilmente ser falado ainda duma abertura e muito menos duma sensação. Que houve uma tradição durante séculos de diaconisas era tampouco uma novidade como a exigência dela à Igreja de abrir o ofício de diaconato para mulheres. Finalmente, é isso que os bispos alemães solicitaram no sínodo de Würzburg (1971-1975) – em vão – pediram o papa Paulo VI. Que ela a seguir ainda afirmou que um ofício sacerdotal não entraria para ela em questão “como vista à tradição bíblica” (a consonância com o papa não é possível deixar sem ser percebida), providenciou a desilusão, já que o congresso, numa entrevista com o Tagespost, ela tentou mesmo reduzir até os seus próprios pronunciamentos ao diaconato: Não teria exigido a ordenação ao diaconato. Tratar-se-ia para ela de, não exigir alguma coisa, mas de um refletir mais profundo como pudessem, no quadro dos dados bíblicos e históricos, ser encontradas “formas para a incumbência eclesial para mulheres”. Com isso, ela queria “não desenterrar mono antigos feministas”, mas sim estimular para refletir conferir, para certo grupo de mulheres “com uma condução aprofundada de vida espiritual” uma incumbência p.ex. para moribundos em hospitais. Naturalmente, ela pensa nisso somente em freiras, mas não em referentes de pastoral, pois “tal incumbência não estaria coberta, não por estudo de teologia, mas deveria ser baseada em vida de oração”. Teoria de sexo no centroO brisante assunto ultrapassante a isso de sacerdócio de mulheres foi, segundo pronunciamentos privados, proposto só duas mulheres dos EUA as quais, no entanto, não encontraram eco nenhum publicamente na conferência. Resignadas, verificaram que essa fosse obviamente um assunto somente norte-americano. Apoio, porém, é que encontraram antes da conferência pelo padre Raimond A. Schroth, professor para jornalística na Universidade Loyola em New Orleans o qual, no jornal on-line “New Jersey Voices” sob o título “Mulheres sacerdotais – Deixai decidir a Igreja inteira” designou a proibição papal sobre ordenação de mulheres como “golpe”. Quando mulheres, em reação a isso, agora se deixassem ordenar, não seria bom porque “essas mulheres talentosas” – mais bem formadas que a maioria dos padres – perderiam a sua profissão anterior na qual pudessem fazer muita coisa boa, só para realizar missas par uns poucos amigos e amigas, afastando-se com isso das suas comunidades”. Lamentável seria também que, com isso, dessem mais um pretexto para ignorar o valor do seu anseio. Cita do Novo Testamento, da tradição e até de documentos da Comissão Bíblica Papal, para sublinhar a justificação e necessidade da ordenação de mulheres. Em Roma, porém, não quiseram saber nada disso. No lugar foi aí posta no centro, no congresso, obviamente “a oposição cristã à assim chamada teoria de sexos”. A isso, a srª Gerl-Falkovitz já dissera no fevereiro de 2007: “Gender [Sexo], o ‘papel’ socialmente construído, é a nova palavra mágica”. Nisso se trata da abolição “pós-feminista de ser mulher. Essa teoria é radicalmente “deconstrutivista” e longe do corpo. Ser pessoa humana como tarefa própria, decrivível como o caminho de mim a mim (Simone Weil), está sendo assentado além de corpo e sexualidade.” Já desde a conferência mundial de mulheres em Beijing sexo é, para o Vaticano, um pano vermelho, porque essa “ideologia” presumivelmente “põe em questão a sexualidade, finalmente também o casamento heterossexual e a família de pai-e-mãe”, como o presidente do Conselho de Leigos, o cardeal Stanislav Rylko, declarou, quando falou duma divulgação programática de paradigmas culturais novos que causa preocupação, os quais representam uma ameaça da identidade sexual. Com isso, repetiu os pronunciamentos do arcebispo Celestino Migliore o qual e 8 em março de 2007, o Dia Mundial de Mulher, como observador permanente da “Santa Sé” nas Nações Unidas tinha exigido, num debate da Assembléia Geral ao assunto “promoção da equiparação se sexo e da autorização das mulheres”, que a igualdade de direitos tivesse de ir de mãos dadas com o reconhecimento tanto da diferença como também da complementação mútua de homem e mulher. A Igreja deveria portanto, assim se ouvia sempre mais uma vez de Roma – em apoio no papa João Paulo II – formular um feminismo novo, que se devesse basear “no espírito feminino genuíno”. A declaração não mais podendo ser deixada de ver de campanha contra o “feminismo de corrente principal”, como se dizia várias vezes, foi assumido, entre outros, pelo novo partido austríaco “Die Christen” [Os Cristãos], enquanto este afirma: “Também a desvalorização de mulher e homem para meros sexos origina-se do feminismo ultrapassado de idade de pedras do século passado.” Imagem destorcida do anseio de sexoSem usar o conceito de sexo Benedito XVI, na recepção final para os participantes do congresso, se virou então também contra correntes culturais e políticas “que quisessem anular ou pelo menos escurecer ou misturar as diferenças sexuais”, considerando a identidade dos sexos exclusivamente como construção social. Deus teria finalmente criado a pessoa humana como homem e mulher, “como unidade e, simultaneamente, em diversidade complementar”. Recomendou como meio contra considerações unilaterais e ideológicas “uma nova pesquisa antropológica qual, na base da grande tradição cristã, inclua os progressos novos da ciência e da capacidade cultural de sentir”. Com a condenação global de gender, obviamente nem todas as mulheres no congresso estavam concordando de jeito nenhum, já a maioria dos pronunciamentos se baseavam no julgamento unilateral de que hoje “mulher e homem se entendem como hostis, criados, não um para outro, mas como adversários na luta pelo poder, como Perla Piovera da Argentina o formulou. Também o cardeal Rylko desenhou uma imagem destorcida do anseio gender, quando supôs que “orientações importantes do feminismo” entenderiam a liberdade da mulher somente como liberdade para sexualidade desenfreada e declarariam os piores comportamentos dos homens como modelo: “sexualmente aventurosos, casamento e criança recusantes, apanhando dinheiro e carreira”. Com isso as mulheres estariam sendo empurradas para “imitar a versão masculina do pecado original – a dominação, para alcançar igualdade de direitos e felicidade”. Falta de tomadas críticas de posiçãoContra isso, a pedagoga Ir Cristiana Dobner advogou para aproximar-se à teoria de gender sem preconceitos, mas de olhar vigilante. Seja tão importante como for a crítica, proferida pelo papa, do chauvinismo na sociedade, não se deveria esquecer que muitas participantes – se bem que só “cada vez na mesa e intervalo de café” – criticassem, também na Igreja o ponto de vista exclusiva dos homens estaria ainda demasiadamente divulgado. Nessa linha jaziam também outros pronunciamentos ao congresso. A Radio Vaticana citou entre outras coisas: “Um pouco levantado; muita antropologia, pouca prática; mais mulheres leigas no palco no lugar de freiras e virgens consagradas teria sido bonito, pronunciamentos sociais mais concretas desejados, igualmente uma determinação de posição do futuro das mulheres na Igreja.” Além disso se disse: Quando aos aporiadores de gender fosse censurada uma desvalorização do corpo feminino, seria que a Igreja precisasse primeiro desculpar-se ela mesma pela sua atitude perante o sexo e corpo femininos. Magdalena Bogner, delegada da comunidade de trabalho de associações de mulheres católicas na Alemanha, mostra-se decepcionada sobre a falta de tomadas de posições críticas referentes à política de igualdade do Vaticano, a saber falta de reconhecimento da justiça dos sexos dentro das estruturas da Igreja como as “Nós somos Igreja” exigira p.ex. antes do congresso. A Ir. Dobner apelou insistentemente em direção a sacerdotes e bispos: “Falai conosco! Somos parte da Igreja viva! E não nos concedei isso a partir duma perspectiva do poderoso. Dai-nos lugar para que possamos viver a nossa personalidade feminina dentro da Igreja!” Sem ter falado com as mulheres, o papa Benedito XVI disse várias coisas que eram em geral plenamente no sentido das mulheres, mas deixaram faltar qualquer referência à realidade da Igreja de hoje, querendo verificar comportamento errado somente em outras religiões: “O Cristianismo proclama para a mulher a mesma dignidade e a mesma responsabilidade como para o homem. Há lugares c culturas nos quais a mulher – pela única razão por que é mulher – está sendo discriminada e menosprezada, onde até estão havendo razões religiosas ou pressão social para continuar a desigualdade dos sexos … Cristãos devem em cada lugar promover uma cultura que reconheça a dignidade igual da mulher, no direito e na realidade dos fatos.” Dignidade igual, responsabilidade igual, direito igual – “também na realidade dos fatos”. Exatamente isso que as mulheres na Igreja Católica – até agora lamentavelmente em vão – esperam e aguardam. Não entrar nesses desejos justificados levou o congresso romano e leva na Igreja a que “a essência da mulher” se vai depravando para um tópico o qual, a isso, está sendo abusado ainda para a legitimação da desigualdade de mulheres, em vez de dar o impulso real para mudar o pensar. Direitos iguais também na IgrejaEssa mudança de pensar reclama, porém, exatamente agora depois do congresso de mulheres católicas. Especialmente da Ásia, onde 55 por centos de todas as mulheres vivem, vieram apelos para que a Igreja Católica finalmente transferisse o seu emprego importante e engajado pelos direitos iguais e proteção das mulheres do nível político ao âmbito da Igreja. É que não mais está sendo suficiente que o observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas – como em 8 de março em Nova Iorque na ocasião do Dia Internacional de Mulheres deste ano – declara que as exigências da doutrina social católica corresponderiam às exigências das Nações Unidas para os direitos iguais das mulheres, quando essa doutrina social não encontrar aplicação dentro da Igreja. Típico para essa atitude é também o pronunciamento da Conferência dos Bispos Indiana, o cardeal Oswald Gracias: “No Dia Internacional de Mulheres queria dizer a todas as mulheres: tomai o vosso lugar na sociedade, vosso tempo chegou!” Assim se deveria p.ex. mudar a mentalidade social, na qual – começando com a infância – filhas são tratadas como de valor menor e subordinadas sob o homem. A Igreja participaria ativamente nesse processo no estado. Duma mudança de pensar na Igreja, porém, não se falou nisso. A ex-secretária geral da comissão de mulheres na conferência dos bispos da Índia e secretária atual do escritório para leigos e família na conferência dos bispos da Índia, Virginia Saldana, ao contrário chamou, em retrospecção ao congresso de mulheres romano, a atenção para os grandes déficits na Igreja. Na maioria das Igrejas locais da Ásia mulheres, segundo isso, jogam um papel muito subordinado, enquanto resolvem as atividades tradicionais (limpar, decorar, cozinhar, ensinar na escola de domingo, ajudar na preparação da liturgia). Só na Filipinas e em Hong Kong o aspecto estaria um pouco melhor. Nos grêmios decisivos como conselhos de paróquia e administração, onde se trata de responsabilidade e finanças, porém, homens estariam predominantes, porque estariam sendo como “líderes” com dantes. Mulheres solteiras, viúvas ou mulheres separadas ou divorciadas estariam sendo marginalizadas na Igreja. A freira coreana Gratia Kim Sook-he, que entre outras coisas está engajada em AMOR, do encontro asiático-oceânico de freiras, tomou o congresso romano e o Dia Internacional de Mulheres igualmente como motivo para um balanço. Setenta por centos de fiéis em atividade eclesial da Coréia são mulheres, mas a parte das mulheres em grêmios de decisão nas comunidades e na Igreja em total estaria ínfima. Decisões estariam sendo tomadas principalmente por sacerdotes e membros masculinos nos conselhos, sendo mulheres condenadas só para subordinação e passividade. Mas soube também relatar de mulheres críticas as quais, em conseqüência da democratização da sociedade coreana, na década dos noventa, prestam resistência contra práticas não-democráticas e tratamento injusto, desigual na Igreja. Essas mulheres “radicais” fundaram grupos para desempenho para “dignidade e identidade” na Igreja. A esses pertencem entre outras a “Comunidade de Mulheres Coreano-Católica para um Mundo Novo” e a “União para Teologia Feminista Coreano-Católica para o Mundo Novo” e a “União para a Teologia Feminista Católica Coreana” dentro da associação das ordens de mulheres na Coréia. O seu fim declarado é a mudança do “sistema maculinocentrado das Igrejas locais”. Expressamente, essas mulheres se referem ao papa João Paulo II. Querem não mais ficar passivas, mas na Igreja lutar pela proteção e os direitos das mulheres, “até que a ilusão maravilhosamente bela em ‘Mulieris dignitatem’ do papa falecido seja plenamente realizada”. Texto alemão: ORIENTIERUNG, 7 /72., 15. April 2008 pp. 79-82 – orientierung@bluewin.ch Geheimnisvolles „Wesen der Frau“ |